segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Sumários da semana de 24 de Outubro

Trabalho de pares sobre o texto argumentativo.
Leitura e análise do texto de Vieira, Sermão de Stº António aos Peixes (continuação):
cultismo e conceptismo, os argumentos de autoridade, repetição, antítese, interrogação retórica, adjectivação, perífrase, metáfora, aliteração, jogos de linguagem, gradação.
O recurso à narrativa.
Modos literários.

Sumários da semana de 17 de Outubro


Leituras nas margens de Vieira: uma crónica de Mia Couto (Os neologismos e os peixes).
Exercícios de leitura expressiva do Sermão de Stº António aos Peixes.
Exercício de escrita: os pensamentos/sentimentos de um índio e de um colono perante o início do sermão.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

"Raconte-moi un bijou"


Foi ontem inaugurada, "no Museu de Arqueologia, a exposição itinerante de Joias “Raconte-moi un bijou”, em que também participa, entre outras escolas europeias, a nossa escola com trabalhos produzidos pelos nossos alunos de Ourivesaria no âmbito do projeto Comenius."

A exposição estará patente até ao dia 27 de Novembro.
Entrada livre.


Nova escola, nova página…



Nova escola, nova página…


domingo, 23 de outubro de 2011

Brincar com a língua


Epêntese
               
Vou buscar ao funcionamento da língua, mais propriamente a um processo fonológico, uma inserção de segmentos. Epêntese, que se caracteriza pela adição de uma letra no meio da palavra. Epêntese lembra-me pente e apêndice, não sei bem por que razão, mas associo estas duas palavras a velho. Sabendo eu bem que todos temos pentes e velhos, não consigo parar de imaginar velhos, muitos velhos a pentearem-se. Falando agora mais a sério, um exemplo de epêntese poderá ser a passagem da palavra humille a humilde. O “l” foi substituído por um “d”. “l”de lorde e “d” de dama, sofisticou um pouco a palavra, foi melhorada e assim é.                    
Sendo esta a única epêntese que conheço, não posso dar mais exemplos, posso é continuar a falar sobre humildade. Humilde, que no dicionário se diz de alguém que tem ou aparenta humildade, que se diminuiu voluntariamente, que denota respeito e deferência. Algo que não assiste a todos. 


Maria José Silva 11E nº18

Brincar com a língua


O Apocalipse da Apócope

Quando pronuncio a palavra Apócope, a sua sonorização faz-me lembrar a palavra Apocalipse e reparando bem nas duas palavras, elas têm mais em comum do que apenas a sua sonorização. Pensando em Apocalipse, ocorre-nos o fim do Mundo, a queda da Humanidade, a inexistência.
O processo fonológico da apócope também é realizado por um segmento que deixa de ser articulado no final da palavra, desaparece, cai, deixa de existir.
Uma das palavras que sofreu uma supressão de um segmento no seu final foi a palavra amore, agora amor. Nos tempos correntes, a palavra amor significa um sentimento de afeto por alguém, paixão, dedicação. Mas pensando na antiga escrita da palavra, amore, pensamos naquelas tias das aldeias que sempre que nos veem, dizem:
- Oh “amore”, anda cá dar dois beijinhos à tia.



Joana Courela, nº11
11º A

Brincar com a língua




Se pensarmos na palavra síncope, ou se perguntarmos a alguém o seu significado, provavelmente dirá que lhe faz lembrar algo como sincronização ou sintonia. Mas se perguntarmos a um médico dotado de inteligência, irá responder que é o mesmo que um desmaio; no entanto, se for um professor de português ou alguém com uma memória e sabedoria prodigiosas, irá recordar-se, dos tempos de escola, que se refere a um processo fonológico do funcionamento da língua, e não de sincronização e sintonia das palavras nem de desmaios da língua portuguesa.
     Na verdade, a síncope é um processo fonológico em que acontece uma supressão de segmentos, como o exemplo da transformação da palavra “opera” em “obra”, em que um segmento deixa de ser articulado no meio da palavra, sendo “obra” a palavra utilizada atualmente. Mesmo assim, ainda hoje se utiliza a palavra opera, no sentido de efetuar ou realizar alguma coisa; na medicina significa submeter-se a uma operação cirúrgica e em último caso na boca de alguns significa defecar; também ainda hoje é utilizada a palavra ópera sendo um espetáculo dramático em canto, acompanhado por música, ou apenas o edifício onde se realiza este espetáculo. Atualmente, a palavra “obra” (do latim “opera”) significa então um trabalho qualquer, um edifício em construção, ou até uma produção artística ou intelectual.
     Desperto a atenção de alguns que a palavra opera, do verbo operar, ainda utilizada, não leva acento, só leva acento com o sentido de espetáculo musical ou edifício onde este decorre, e quando isto não acontece e há erro ortográfico, podemos dizer que há um “desmaio” na língua portuguesa.

Rita Viela, 11º A

Brincar com a língua





Humile > Humilde    / Epêntese

Letras que se acrescentam entre outras como uma pessoa que se integra na sociedade. Quando digo sociedade, é mesmo sociedade que quero dizer, já que por ela é que as palavras são usadas, modificadas, remendadas, esquecidas, inventadas.
De humile a humilde, do latim para o português atual.
Ainda hoje palavras imensas estão sofrendo modificações no seu interior; interior não só no sentido de ser o aparecimento de uma letra que vem modificar a sua escrita ou pronúncia, mas também nos seus sentimentos maiores. Já ganharam sentidos e agora sentidos lhes são retirados; assim como humilde ganhou um “d”, ação perdeu o “c”.
Vida que damos ás palavras quando as utilizamos; nascem, crescem e morrem nas nossas bocas.

 Maria Varela, nº21, 11ºD          

Brincar com a língua


A Apócope


Um dos belos processos fonéticos da língua portuguesa, que consiste na supressão de segmentos no final das palavras, deu cabo de todo o romantismo na palavra amor, outrora pronunciada ‘’amore’’.
Ora não é que hoje em dia consideramos a língua italiana, que é assim meio cantada, uma língua apaixonante? E como é que eles dizem amor? Amore, pois claro. ‘’Amore mio’’ é mesmo de deixar uma pessoa derretida. No entanto, o amor com que ficámos, em vez da fama deu-nos direito a uma grande dose de banalidade. A palavra e o seu significado perderam todo o sentimento. Dizer amo-te hoje em dia, é tão natural quanto beber água e isto é de deixar uma pessoa arrasada. Pobre amor, além da apócope trouxe-nos o apocalipse!

Margarida B. Gomes da Silva
Nº16 11ºA

Brincar com a língua

“Síncope”


 Mesmo sendo usada para situações variadas, cheguei à conclusão que se baseia tudo nos mesmo aspectos.
Existem as síncopes musicais. Isto é uma característica rítmica caracterizada pela execução de uma nota num tempo fraco, ou seja, quando nos parece que o tempo está “fora do tempo”. O facto de se poder produzir um “tempo fora do tempo”, dá infinitas possibilidades ao tempo em si, e mais liberdade, alma e coração a quem compõe.
Na medicina, o sangue é irrigado pelo nosso ponto central – o coração – para o cérebro. Quando isto acontece “fora do tempo” e a irrigação diminui, o corpo sofre uma síncope – perde subitamente a consciência, ou seja, a pessoa desmaia. O que é um desmaio, senão a libertação da consciência do corpo?
Na gramática também há uma perda, perda esta que também se dá no centro da palavra. As palavras estão sujeitas à supressão de fonemas à medida que a língua evolui e por vezes liberta-se um segmento na articulação no meio das palavras. Quando observamos a evolução de uma palavra, como por exemplo “Lana – Laa – Lã”, sabemos que as primeiras expressões estão desactualizada, estão “fora do tempo”.
“Síncope” pode, então, ser explicado, em poucas palavras, como “o que está fora do tempo” e “o que cria liberdade”.

Joana Santos, 11º E, nº 14

Treino de oralidade


 Leitura

Revolução
O céu abre-se num rasgo de cor
- Hoje sou a princesa do nada.
E a luz vai iluminando a dor
Desta vida abandonada.
Amanhã serei a rainha de tudo,
Trocarei a tiara pela coroa,
Soltarei o meu grito mudo,
Cantarei até que a voz me doa.
Terei a luz do sol no meu olhar,
No paraíso do entardecer.
E as asas de papel a voar
Em direcção ao teu ser.
13. Abril. 2007
Joana Santos
(15 anos)

 Dissertação

 Flauta Transversal
A flauta é um dos instrumentos de sopro mais antigos e um dos primeiros instrumentos musicais inventados pelo Homem.
Calcula-se que tenha surgido há mais de vinte mil anos, a julgar por alguns exemplares encontrados, feitos de osso. O homem primitivo na ânsia de imitar os sons dos pássaros terá aprendido a assobiar. Posteriormente, ao ouvir o som produzido pelo vento nas canas, cortou um bocado e quando a levou aos lábios conseguiu imitar sons semelhantes ao assobio, porém mais fortes. A partir desta descoberta, o Homem aperfeiçoou a flauta de bambu, modificando não só as suas formas, mas também a qualidade dos materiais usados para a sua construção.
Crê-se que tenha sido inventada, paralelamente, por povos distantes, sem nenhum contacto entre si, podendo ser comprovado através das flautas de bambu ou de argila encontradas no Peru de formas e de sonoridades semelhantes às utilizadas pelos gregos e egípcios.
Até à primeira metade do século XVII, as flautas não possuíam nenhum mecanismo. Tinham apenas orifícios, e supõe-se que a primeira chave tenha surgido por volta de 1660.
Até ao início do século XIX não houve muitos progressos. As flautas continuavam com pouca sonoridade e com muitos problemas de afinação, apesar de novas chaves terem sido acrescentadas ao seu mecanismo. Só por volta de 1840 é que a flauta se tornou realmente um instrumento quase perfeito, semelhante ao usado hoje em dia, graças ao mecanismo conhecido como “sistema Boehm”, inventado por Theobald Boehm (flautista, compositor e fabricante de flautas). Este novo mecanismo aumentou a extensão da flauta, facilitou o dedilhado, permitindo a execução de obras virtuosas até então impraticáveis com as flautas antigas.



Improvisação

“O Silêncio”
Eu sei que no silêncio podem ser demonstrados os sentimentos mais sinceros, até porque muitas das vezes o que se demonstra com acções é mais sincero do que o que é realmente dito.
Mas a mim, “silêncio” aterroriza-me. Mesmo que às vezes seja preciso ouvi-lo para anular todo o barulho que se forma dentro de mim, senti-lo é algo que me esmaga e que me asfixia.
O silêncio que vem do que se perde é, para mim, a pior coisa que se pode sentir. Esse silêncio é a ausência total de tudo: da presença, da palavra, do gesto… Quando nada resta, o que nos é deixado é esse silêncio, o vazio que nos enche. O silêncio é o que fica quando na realidade não existe nada. O silêncio, para mim, é nada. É o escuro. É o vazio interior.
Dentro de nós ficam as memórias do que agora nos faz sentir esse silêncio, porque se um dia não tivesse havido voz, esse silêncio nunca teria sido sentido. O silêncio que vem da solidão é algo que se pode combater se ouvirmos a nossa voz interior, o que ficou guardado em nós, para que não deixemos que o silêncio nos encha de vazio. Temos que ter uma voz interior para que o que acontece para além de nós não nos deixe a sentir nada senão silêncio.
"Agora as Sereias têm uma arma ainda mais fatal do que o seu canto, ou seja, o seu silêncio... Talvez alguém pudesse ter escapado ao seu cantar; mas ao seu silêncio, certamente nunca." - KAFKA, Franz. Parábolas.
"Sentir solidão não é estar só, é estar vazio." - SÉNECA, Lucius Annaeus.

Brincar com a língua

Síncope

 Não sei porquê, quando a palavra "síncope" ecoa na minha cabeça, faz-me lembrar algo musical, mas a verdade é que se trata de um processo fonológico. Processo esse que, entre muitas outras palavras, modificou a palavra "opera", que viajou do antigo latim "opera" até ao que se tornou atualmente. O que realmente aconteceu à "dita cuja", é que nessa viagem no tempo sofreu uma supressão de segmentos, ou seja, foram-lhe retiradas letras, neste caso, no meio da palavra (síncope).
 É engraçado o facto de, apesar de ter sofrido alterações, o "antepassado" de "obra" ser hoje um estilo musical considerado, na minha opinião e de muitos, arte. E a própria palavra "obra" é o que se chama à arte, digamos. Arrisco dizendo que apesar da "separação", continuam ligadas no sentido do significado anterior de cada uma, e do atual. Não sei se o que afirmo é  irónico ou sincero, mas é algo a que se pode chamar um facto.






Ana Sofia, nº5, 11ªE