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domingo, 6 de maio de 2012

O que aprendi com Frei Luís de Sousa: A telenovela Romântica




A “novela” do século XIX, poderia ser a mesma que me faz mudar de canal sempre que oiço aqueles genéricos sem sentido, em pleno século XXI. Ambas são dramáticas, ambas representam o quotidiano de uma classe alta, ambas apelam à tristeza e à reflexão. Uma telenovela onde a falácia Ad Misericordiam (apelo à misericórdia) se encontra presente em cada fala. Toda a história tem como objetivo despertar um sentimento de compaixão relativamente às personagens. Tristes, assustadas, trágicas ou até doentes, são algumas das características que encontramos presentes nas personagens românticas. Não esquecendo o típico triângulo amoroso. D. Madalena, D. Manuel e D. João. Talvez seja melhor chamar-lhe telenovela mexicana: Madalena, insegura, cautelosa, é casada com D. João, que vai para a guerra, perdendo assim o contacto com D. Madalena. D. Madalena, espera, espera e espera, acabando por casar com D. Manuel, lutador e heroico, de cuja união nasce Maria. Maria, inteligente, perspicaz e deveras doente é o centro das atenções daquela casa. Amada e defendida por Telmo (criado da família), com a grande esperança de D. João voltar para junto da sua mulher, D. Madalena. Para ajudar, temos uma mudança do primeiro para o segundo ato violentíssima, devido a um incêndio provocado pelo próprio dono da casa (D. Manuel), apenas por orgulho, apenas por os espanhóis querem habitar a sua casa.
Mas nem tudo é negativo, Frei Luís de Sousa é uma importantíssima telenovela histórica, que procura representar momentos históricos marcantes, como a peste, domínio filipino, sebastianismo...
Para terminar a “novela” acaba com o reaparecimento de D. João na vida de D. Madalena e D. Manuel. Disfarçado de Romeiro, sua identidade é escondida de toda a família. Sendo assim, a história acaba com a morte de Maria, que dá o toque final à dramatização desta peça.
Reconheço a importância de Frei Luís de Sousa na história do teatro, mas ninguém me tira da cabeça a ideia de Frei Luís de Sousa ser uma telenovela teatral.

Elsa, 11º E

Frei Luís de Sousa

O meu Frei Luís de Sousa (em gostos e não gostos)

"Não gostei da obra (em geral). Gostei da luz subentendida nos espaços. Gostei da analogia ao quinto império. Não gostei da D. Madalena. Não gostei do enredo. Não gostei do dramatismo. Gostei das flores na mão da Maria. Gostei da forma como ela absorve o mundo como uma esponja; revi-me ligeiramente nela. Não gostei da  casa do D. João de Portugal, nem do retrato dele. Não gostei do Frei Jorge. Não gostei da ironia subliminar do Telmo. Gostei do respeito que D. Manuel tinha para com o passado da mulher. Não gostei do que fez à casa; foi de um profundo egoísmo burguês. Não gostei do patriotismo exacerbado. Gostei do facto de os nomes dos três elementos da família começarem por "M": Manuel, Madalena e Maria. Não gostei do disfarce do Romeiro, foi pouco sério. Gostei das sombras das chamas nas faces dos personagens quando D. Manuel pegou fogo à casa. Gostei do ato em que a Madalena descobre que D. João ainda está vivo, porque me provocou o riso. Não gostei nada do final. Não gostei propriamente de ler Almeida Garret. Gostei de ler teatro."
Alice Reis, 11º E

Anagnórise Dramatizada

 (sobre Frei Luís de Sousa)


Tão bela, tão calma, tão desgraçada tu!
Que me fazes agora escrever sobre ti?
Não te bastara, à vergonha de filha;
Temerosa morrera – de seus pais
Para acalmar as boas-vindas do novo género
Que vi, ao renascer do meu país.
Porque me finjo?

Que morra a catástrofe que os abalou,
E a todos que a suportaram: coitados!
Pois agora os vejo tão estúpidos,
E mal encarados
Não entendo, meu amo
A quantos Sebastianismos se entregaram.

Oh tragédia!, Oh drama!, - tão românticos
Tão previsíveis se tornaram
Nos seus já envenenados desfechos
Que destroem a fortuna
Que em Garrett se viu, desperto e revolucionário
Tão Português de Portugal!

Reconhecido: descido em coro
Na tragédia os vi...
Sentimentos em agoiro

Reconhecido: que choramingo
Dramatizo o que sinto
E represento, se não minto!

Gabriel

O que aprendi sobre...



Texto Criativo sobre o que aprendi ao ler e estudar Frei Luís de Sousa
Hoje encontrei umas páginas do meu caderno de Português de quando era mais nova, devia ter uns dezasseis anos. Lembro-me vagamente daquelas aulas, e nem sei como fui descobrir estas folhas, perdidas dentro de caixotes, também perdidos, ao longo de anos de mudanças e tempestades. Foi um achado! São sobre o texto dramático, Frei Luís de Sousa, acho… Sim, sim é mesmo isso e tiveram as folhas de o confirmar, pois a minha memória já me falha. Têm apenas pequenos apontamentos, frases soltas, do que a professora dizia. Nem sabia que ainda sabia tanta coisa, mas apercebi-me que afinal, sem saber que sabia ainda muito sabia sobre Frei Luís de Sousa. E eis as palavras perdidas:
Frei Luís de Sousa
Avant la lettre, dizia a professora
Linguagem familiar e coloquial
Repetições
Com didascálias ou notas cénicas
Tragédia romântica
A tuberculose
Carga de individualismo e uso do diálogo
A personagem dinâmica evolui e a estática não
Podem ser individuais ou coletivas,
Principais, secundárias ou figurantes.
Maria e Telmo
Sebastianismo, libertação política do povo
Personagem modelada – conflito interior
A Bíblia e Os Lusíadas
Falas podem ser diálogos, monólogos ou apartes
Madalena e Manuel de Sousa
As máscaras do teatro
Na página 164 está o sebastianismo
Mudança de ato é a mudança de espaço,
Mudança de cena é a mudança de personagens
A sexta-feira é um dia especial!



Maria José 11ºE nº18

sábado, 17 de março de 2012

Tudo o que aprendi sobre...



... Frei Luís de Sousa
Crónicas e Considerações sobre as obras da aula de Português
Frei Luís de Sousa, prestigiada peça escrita por Garrett, por muitos considerada um clássico.
Debruçando-me sobre considerações gerais, esta acima de todas que tenho medo que ofenda Garrett – a sua peça ser categorizada como uma daquelas peças que este tanto criticou em seu discurso – Memória ao Conservatório Real.
Oh não! Este senhor de que vos falo escreveu um drama trágico! Ora está claro que com características românticas… É evidente, meus caros! Era da época! Apesar de a peça se passar no séc. XVI,I foi escrita no séc. XIX e como tal tem características românticas. Ora são os agouros, o mistério a carga simbólica dos acontecimentos e afins e, mais importante, Maria, sim, Maria o protótipo da personagem romântica.
Não consigo deixar de pensar que este senhor que me foi apresentado na aula de Português, sim, o Garrett e eu temos muito em comum e que nos havíamos de dar bem! A sua peça Frei Luís de Sousa é quase como que uma homenagem ao antigo! Ao próprio Classicismo, a essas tragédias desses povos que como Garrett também eu admiro. Tal era a admiração do Garrett, que na sua obra, claro que misturando-as com o “seu toque pessoal” teve em consideração muitos aspetos da Tragédia Clássica.
Não percebem? Mas como? É tudo tão evidente! Não se vê logo? Ora vejam!
Posso de partida indicar-vos alguns aspetos que vos poderiam induzir a classificar Frei Luís de Sousa como uma tragédia. A presença de Telmo Pais e Frei Jorge que desempenharão a função de coro, a existência dos presságios como numa tragédia, olhem o exemplo das chamas que consumiram o quadro do retrato de Manuel de Sousa Coutinho enunciando a tragédia iminente sobre a família! Também devem ter reparado (exageradas, talvez), que aquelas personagens agem sob um fatalismo que as empurra para a desgraça! A culpa é de quem? Da Dona Madalena está claro, que desafiou o destino casando pela segunda vez, ato que trará uma grande catástrofe com a morte de Maria no fim da peça. Essa sim é uma grande tragédia!
Estão agora perguntando porque não é esta “TRAGÉDIA” uma tragédia?
Sejamos claros: primeiro, não está escrita em verso e depois tal como verificamos, características da tragédia clássica vejo-as também eu do estilo romântico!
O patriotismo, o messianismo e sebastianismo, os constantes agouros o culto da mulher anjo, a religião como consolo, a preferência pelas horas sombrias (…)
Enfim… estão confusos? Vos entendo. Já passei por isso também.
Sabe-se lá que coisa é esta! Lá lhe chamaram estilo híbrido ou misto! Para mim, mistas são as tostas! Drama Romântico com Tragédia Clássica?
Garrett, ou não conseguiu decidir-se ou era pessoa de meios-termos!

Inês Gomes nº13 11ºD

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Matriz do teste sobre Frei Luís de Sousa

 OBJETIVOS
- Conhecer a estrutura do texto
- Conhecer as características do texto dramático
- Distinguir drama e tragédia
- Compreender as características das personagens, espaço, tempo e ação
- Identificar traços característicos da linguagem de Garrett
- Identificar afirmações corretas
- Analisar texto
-Preencher espaços de um texto
- Desenvolver um tema de forma rigorosa, original e criativa
CONTEÚDOS
- Características do texto dramático, especificidade de Frei Luís de Sousa, classicismo e romantismo, drama e tragédia, componentes da tragédia, aspetos românticos, História e ficção, lei das unidades, messianismo e sebastianismo, espaço, tempo, ação, personagens, linguagem, atualidade da peça, a linguagem (modernidade e arcaísmos).
ESTRUTURA
I- Texto com perguntas de interpretação
Identificação de respostas certas (80)
II- Preenchimento de espaços (50)
III- Desenvolvimento de um tema à escolha entre 4 sugeridos, sobre uma temática significativa desta obra. (70)

Tão importante como a correção das respostas em termos do conteúdo, é o rigor formal e a ligação forma conteúdo.