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terça-feira, 28 de maio de 2013

Concurso da Embaixada de Marrocos em Portugal: VEM VISITAR OS NOSSOS VIZINHOS MARROQUINOS

Um dos textos premiados pertence a Diogo Dias, aluno do 12º A desta escola:

  foto de : http://centralturismos.com.br/um-pouco-mais-sobre-marrocos-africa/turismo-no-marrocos/   

INTEMPORALIDADE
DA OBRA HUMANA


 Diogo Gonçalves Dias



Concurso “Vem visitar os nossos vizinhos marroquinos” da Embaixada portuguesa do Reino de Marrocos

Lisboa, Março de 2013






«(...) en l’occasion de cette consécration qui reflète aussi bien la qualité universelle de cet héritage partagé entre nos deux pays, que nos
efforts et notre volonté ferme de préserver et de réhabiliter l’un des repères historiques les plus remarquables qui unissent nos deux peuples
amis, sera également l’occasion de donner une nouvelle impulsion à nos excellentes rélations bilatérales.»

"(...) por ocasião desta consagração que reflete tanto a qualidade universal do património comum aos nossos dois países, como os nossos
esforços e o nosso forte desejo de preservar e restaurar uma das referências históricas mais notáveis que unem os nossos dois povos amigos,
também será uma oportunidade para dar um novo impulso às nossas excelentes relações bilaterais ".



 Mohamed Achaarî

Ministro da Cultura do Reino de Marrocos, Discurso sobre a inclusão da cidade portuguesa de
Mazagão na lista do Património Mundial da UNESCO, no dia 30 de Junho de 2004.










“Quis a História e a Memória que a pedra não sucumbisse à erosão do tempo e dos ventos, como testemunho da fortaleza de um entendimento íntimo entre dois povos.”

Parceria fado que aqui se juntassem e que aqui convivessem, locais povoados outrora por gentes de origem frequentemente igual ou semelhante, e que abrissem o mundo com a sua inefável vontade exploradora, sedução permanente da aventura e rota fascinante do desconhecido que aqui foi deixada pelos seus antepassados fenícios, gregos e cartagineses. Gentes separadas por uma extensão diminuta de
água com um estreito, com vocação de ponte, como que a tentativa de uma ligação física entre ambas.

Estreito que dera passagem ao temeroso Tarik, em 711, para a sua larga expansão muçulmana, e o mesmo estreito que o subjugador D. João I ultrapassara, sete séculos mais tarde, dando início à marcada presença portuguesa no Norte de África e no vasto e indescoberto mundo.

Terras de exploradores povos conquistadores, quer o mouro por solos, quer o luso por águas, responsáveis por juntar os mares e passar álem da força, da memória, da morte e do tempo, de calar “Marte e Neptuno” e de superar “Alexandre e Trajano”. Acusados de apartados mares salgados unir, de subjugar o encurralado Mediterrânico, de desafiar o temeroso Atlântico e transpôr, para lá do bojador, o Índico oriental. Povos imortalizados por acções bélicas e feitos inesquecíveis e detentores da própria História.

Filhas do Latim e suas gentes, as terras ibéricas e magrebinas, estas limitadas à sua metade setentrional, foram outrora domínios do poderoso Senado e constituíram influências da administração imperial, da legislação e jurisprudência, da construção de edifícios e de estradas, do incremento do comércio e da difusão do ensino. Retendo o que permitiu a dois dos povos mais antigos do mundo evoluir e progredir.

Acima da linha que equatorialmente divide o globo, África fora descendente direta da língua de Roma, mas fielmente sustentando a sua integridade cultural e dialectos berberes autóctenes, que persistirão mesmo após a vinda do grande árabe.

Marrocos ou Al-Maghrib al aqca em árabe (ou seja, o extremo oeste) é um porto de confluência entre o Ocidente, o Oriente e a África Subsaariana, vantagem devidamente aproveitada, enriquecendo-se com todas as diferentes culturas, desenvolvendo assim a sua própria identidade. Tornando-se um país de contrastes e diversidade, que lhe conferiu a verdadeira riqueza da sua cultura, a qual partilhou com
Portugal, que tal como o seu vizinho de “além-mar”, soube devidamente adquirir e filtrar as vastas diversas influências. A riqueza que nos impulsionou para a crença e alargamento das nossas capacidades.

Se, num passe de mágica, fosse permitido á fortuna apagar, de Portugal actual, todos os vestígios do vasto legado mourisco, a nível étnico e cultural, a paisagem humana, física e civilizacional que contemplamos seria algo inteiramente inconcebível.

Tais influências, que acabaram por abolir as barreiras entre lusos e mouriscos e edificar tal obra monumental que viria a ser uma parceria artística e cultural, determinaram uma convivencia entre estes povos que viviam agora num clima de fraternidade e prosperidade.
Gentes que, independentemente de suas desavenças políticas ou religiosas, conviveram em profunda harmonia em território comum, um mundo interior purificado e iluminado pela luz da sabedoria, da unidade e da unicidade. O desenvolvimento do vivo pensamento esclarecido, e a prosperidade do temperamento conjunto contemplativo, meditativo e erudito do povo luso-marroquino, a verdadeira reflexão, comum,
poética e redonda, materializada na ornamentação, elegância e fluidez dos arabescos das exóticas terras de Meca. Luta comum contra o exacerbado conservadorismo na procura de uma assertiva inovação e prosperidade.

A esclarecida sabedoria oriental penetrou no pensamento europeu. Portugal maometano escreveu um dos capítulos mais brilhantes na história intelectual da Europa Medieval. Principais portadores da tocha da cultura e da civilização. Agentes da ciência e da filosofia antigas, que foram por eles recobradas, desenvolvidas e transmitidas, possibilitando o período renascentista na Europa ocidental.

Palco de terras puras e sagradas, onde a lenda se escorre para a realidade, que tamanhos misticismos, fábulas e antigas crenças as cercassem. Destinos de sonho e imaginação, de paraísos quentes com Oásis de água viva e fresca. Cenas de bélicos confrontos como o mourisco dos três Reis e o que lhe é comum, o português combate de Alcácer-Quibir, travado perto da cidade de Ksar-El-Kebir, entre Tânger e
Fez, ao quarto dia do oitavo mês de 1578. Confronto que de nós nos robou um rei e em troca nos deu um mito a que a fortuna lhe atribuiu séculos de permanência e impacto.

Avultam em tais territórios histórias de mouras e mouros encantados que encontram eco no seu povo, que misticamente lhes conferem ruínas, grutas ou lugares misteriosos. A cultura popular deste Gharb povoada de crenças, temores e superstições, onde a magia e os encantados amuletos cingidos ao peito de quem a proteção procura. Mãos-d-Fátima para afugentar mostrengos e espíritos maléficos, que da noite de breu se erguem a voar. Alimentos protegidos, talhas onde a água é conservada, com inconfundiveis inscrições de fórmulas apropriadas, baraka (benção) ou al-yumn (felicidade). Fumigações afastam espíritos e animais indesejados, unha-de-cabra aparta víboras e serpentes, o açafrão ou a cânfora escorraça escorpiões.

Narrativas fantasiosas sob as noites quentes de céu estrelado, de fortes enredos, magias, maldições e aventuras, que o tempo e a
palavra imortalizaram, e que erigiram as fincas fundações da apaixonante História luso-marroquina.

Vivas terras lusitanas que compreendem maravilhas das extensões para além do estreito. No entanto, não é fácil apercebermo-nos de tais exemplos, porque, o que nos é comum e habitual, é por nós esquecido. Geometrismo ornamental dos esgrafitos nas fachadas alentejanas e algarvias, as adufas ou muxarabias, as açoteias, o cubismo e volumetria das casas, as chaminés algarvias, as chaminés alentejanas, cilíndricas
e de escuta, e as cubas ou abóbodas vindas do morábito. Igual monte alentejano que muitos aspectos conserva, próprios da casa berbere. Tal idêntica flora de sobreiros, oliveiras, videiras e fortes cereais que suportaram as gentes luso-marroquinas. Refira-se a disposição tradicional dos povoados do interior, com o núcleo urbano correspondente à medina, cercado de arrabaldes suburbanos, quintas e hortas, ou os progressos técnicos e científicos que permitiram a modernidade, por outros inalcançável, e a expansão conquistadora moura e portuguesa

De Alentejo exemplo, tal “deserto fértil” de constante forte calor tórrido de um sol africano, severo e abrasador, solos de perfumes e colorações mediterrânicas e de areais imensos de douradas espigas, de montes deleitosos, de vistas extensas e casas singulares com a vertigem branca da cal. De Mértola, a antiga mesquita e ressurreição da sua arte. O rico Artesanato português, da olaria aos cobres e latões, da cestaria
aos vimes, das esteiras à técnica dos tapetes de Arraiolos, do trabalho dos couros e encadernações às filigranas, sem esquecer tal mobiliário pintado, que muito deve aos filhos do Crescente. Tal próxima imagem aqui presente com quentes regiões para lá do estreito de Gibraltar.

Famoso Algarve, alegoria dos areais morenos, destino turístico de sonho, com grandes extensões de areia, de mar calmo e águas quentes, bebidas frescas, chapéus-de-sol, casas brancas e famosas feiras medievais que nos acendem na memória aquelas místicas terras para lá do estreito. Recordações de fábulas contadas, de ocultas chaminés ornamentadas, que viradas para a terra de Maomé, a reza dos mouros
vigiados de terras algarvias, permitiam.


Permissão de sentar no vasto quente areal e apreciar de longe, a abstrata linha, onde esta se funde com o mar, e procurar e conjecturar o que se esconderá para lá da água que não separa.

Assegurado está, neste meu país, que não há local que mais se assemelhe aos bons ares de Marrocos! Este Algarve banhado pelas mesmas águas cristalinas, que é encadeado pelo mesmo sol que abre os céus, e este cuja arte comum áquela de “além-mar”. O seu próprio nome é uma mera evolução da antiga língua marroquina, tal como tantos outros desta terra lusitana. Como nós que lá construimos as nossas
fortalezas, não só as de pedra, mas também as que suportam o encanto e a vida marroquina, eles, de igual modo, nos valeram com os fortes alicerces que nos sustentam os edifícios da arte e cultura.

Dedicado então a voar, não num desses aviões grandes e barulhentos, mas numa tranquila e confortável imaginação, e procurar nos objetos que remontam a épocas passadas, guardados em baús, sótãos ou porões, a fim de lá encontrar os tais exemplos de que falava. Mal desconfiava eu que fosse descobrir tais aparências de “além-mar”.

Sendo o que mais demonstra esta confluência de dois povos, a arte luso-marroquina fora adoradamente difundida por tais territórios, na sua maioria a arquitetura, arte do povo e a aclamada arte nobre mourisca, em que os arcos árabes, em ferradura e contracurvado, se aliaram aos de volta perfeita e ogivais europeus. Os majestosos palácios, sumptuosos locais de adoração e públicos edifícios comuns, onde a decoração era algo permanente, os elegantes arabescos, os geométricos e coloridos azulejos e mosaicos islâmicos e ibéricos. Onde a arquitetura inovava e evoluía para benefício comum, algo inigualável em qualquer outra parte do mundo.

Mesquitas alegóricas ao túmulo de cristo, arquitecturas que exprimem tão inteiramente a mentalidade profunda dos povos e o reflexo da sua fé, a comunhão das suas crenças e a aglomeração das suas culturas. Iguarias constantes dos manuais andalusinos com as receitas da Idade das trevas, muitas das quais chegaram intactas ao cardápio actual da cozinha tradicional portuguesa, para nos convencermos de quanto
os nossos hábitos de mesa são tributários da civilização mourisca. E a guitarra portuguesa, que seria dela, órfã de seu pai, o alaúde? E os adufes, e os pandeiros e as gaitas? Sem tal destino não haveria fado e o nosso destino seria cantá-lo?

Depois de cinco séculos de presença muçulmana em Portugal, este vive orgulhoso das suas origens islâmicas, pois é-lhes devido a sua independência e singularidade do resto da Europa. Orgulho que irá demonstrar na criação de um estilo, cerca de dez seculos depois pelo gosto burguês por um certo exotismo, que irá reavivar e revivescer o desenho de tradição moura, que irá edificar obras monumentais de
profunda adoração e entendimento intercultural. Obras tais de cores imortalizadas, de azulejos de luz, de arcos de triunfo e forte bélica decoração. Obras que afirmam a longa presença e complexa integração do mundo mourisco entre nós, seja o recente templo de Aga Khan e a praça de touros do campo pequeno em Lisboa, seja a futura mesquita anunciada como a edificar, no Porto.

Marrocos vive orgulhoso das suas origens portuguesas, vive de fábulas e mitos de fantásticas batalhas, de artes diferentes, de hábitos e costumes comuns e vive de marcos físicos históricos portugueses, do nosso manuelino e renascimento, vive da nossa decoração e dos nossos edificios, que a praça portuguesa de Mazagão em terras magrebinas imortalizou. Marrocos, na sua intemporalidade e também na sua
modernidade, é um credo fraterno. O seu conceito de Ahl al- Kitab, abraçando os povos das religiõesreveladas como irmandade de todo o ser humano na entrega a Deus, bem como a altura metafísica da vertente mística sufi, são expressão do mais explícito ecumenismo.

Os povos, que dolorosamente mas firmemente galgaram as terras tremendas deste mundo, formaram tal parceria cultural, artística, científica, comercial que remonta desde vastas épocas passadas. Um assertivo exemplo da humana fraternidade, procura do bem estar e desenvolvimento sustentável coletivo, gentes responsáveis pelo encontro da perdida Europa consigo mesma.

A suprema magnificência das terras luso-marroquinas, vivas de sangue comum, de traços comuns, de genes comuns. Distintas por vontades e hábitos idênticos. Quase sempre tolerantes, muitas vezes amigas, e até algumas vezes aliadas. Só o reforço dessa solidariedade essencial, em todos os aspectos e momentos da vida quotidiana, poderá libertar o homem dos perigos que o ameaçam, o pesadelo da guerra,
o espectro da fome endémica em tantas regiões do globo, a destruição da natureza e os pensamentos egoistas e individualistas.

Este entendimento íntimo entre dois povos aparentemente de culturas paradoxais, é a prova da vontade cooperativa da humanidade e da “Intemporalidade da obra humana”, da sua conceção e da sua preservação, uma e outra, como partes do património espiritual e cultural de portugueses e marroquinos.

Diogo Dias






sábado, 9 de fevereiro de 2013

Concurso de textos de Amor Manuel António Pina

De: "Ler Mais \(DGE-PNL\)" <lermais@dge.mec.pt>
Data: 7 de Fevereiro de 2013 16:38:25 WET
Assunto: Concurso de Textos de Amor Manuel António Pina


Ex. mo Senhor/a Diretor/a,
 
 
O Plano Nacional de Leitura apoia o Museu Nacional da Imprensa na promoção de atividades de enriquecimento cultural e de valorização da criação de textos, em prosa e em poesia, junto dos nossos jovens.
 
Neste quadro, no âmbito da 13ª edição do Concurso de Textos de Amor Manuel António Pina, iniciativa do MNI enquadrada na comemoração do Dia dos Namorados e destinada aos apaixonados de todas as idades, convidam-se todos os jovens dos ensinos básico e secundário das redes pública e privada a participarem neste concurso com textos de amor originais.
 
Os textos concorrentes deverão ser registados num impresso próprio, disponível no sítio oficial do MNI (www.museudaimprensa.pt), entre 11 e 17 de fevereiro de 2013.
 
Para mais informações, consulte:
- Regulamento do Concurso;
 
Com os melhores cumprimentos,
 

 

Concurso Vem Conhecer os Nossos Vizinhos Marroquinos


  Exmo. Sr. ou Sr.ª:
Diretor(a)

Vimos por este meio informar que se encontram abertas as inscrições para o Concurso Vem Conhecer os Nossos Vizinhos Marroquinos, organizado pela Embaixada do Reino de Marrocos com a colaboração da Câmara Municipal de Lisboa, e para o qual solicitamos a vossa melhor atenção e cooperação, no sentido da sua ampla divulgação junto dos alunos e professores.

O Concurso destina-se a alunos que frequentam o 10º, 11º ou o 12º ano das escolas secundárias do ensino público de Lisboa, os quais só podem concorrer individualmente, devendo para tal preencher uma ficha de inscrição, responder a um questionário de cultura geral e apresentar um trabalho, subordinado ao tema História Comum existente entre Marrocos e Portugal, na área da literatura, da história, das artes, da multimédia ou da Web.

O prémio deste concurso é uma viagem ao Reino de Marrocos, com seguro de acidentes pessoais, deslocações, alojamento, alimentação, circuito turístico, visita a liceus marroquinos e outras ofertas, totalmente patrocionadas pela Embaixada do Reino de Marrocos. Esta viagem terá a duração de 6 dias e realizar-se-á durante as férias escolares da Páscoa, com partida prevista para o dia 25 e regresso a 30 de março de 2013. Os alunos premiados só poderão viajar acompanhados por professores, nomeados pelas direções das escolas, os quais viajarão nas mesmas circunstâncias dos premiados com todas as despesas pagas pela Embaixada.

Os tipos de trabalho que poderão ser apresentados, bem como as regras determinadas para cada um, encontram-se definidos no Regulamento do Concurso, o qual se anexa, em conjunto com a Ficha de Inscrição e o Questionário, os quais todos os participantes deverão ler antes de concorrer.

A Ficha de Inscrição, o Questionário (ambos preenchidos) e os trabalhos a concurso deverão ser enviados em conjunto, por correio ou entregues em mão própria, até ao dia 28 de fevereiro de 2013, para o seguinte endereço:

Concurso Vem Conhecer os Nossos Vizinhos Marroquinos Câmara Municipal de Lisboa, Departamento de Educação, Divisão de Apoio Sócio-Educativo, Campo Grande, nº 27, 4º C, 1749-099 Lisboa.

O Júri será constituído por um elemento da Embaixada do Reino de Marrocos, um representante da Câmara Municipal de Lisboa e um Professor de História ou, em sua substituição, um especialista na área do tema do Concurso. Os resultados serão divulgados durante o mês de Março de 2013, sendo comunicados os nomes dos premiados às escolas aos quais pertençem os alunos.

Para outras informações adicionais deverão consultar o Regulamento do Concurso, podendo também contactar as técnicas Paula Granjapaula.granja@cm-lisboa.pt (            218 171 824      ) ou Lucília Guerralucilia.guerra@cm-lisboa.pt (            218 171 819      ).

Agradecemos desde já a V. colaboração, a qual será determinante para o sucesso desta iniciativa.

Com os melhores cumprimentos,

Luís Vicente
Chefe da Divisão de Apoio Sócio-Educativo

Câmara Municipal de Lisboa
Departamento de Educação
Divisão de Apoio Sócio-Educativo
Campo Grande 27, 4º C | 1749-099 Lisboa
Tel.             (+351) 21 817 18 31       - Fax. (+351) 21 817 12 54
www.cm-lisboa.pt | email: luis.barata@cm-lisboa.pt



REGULAMENTO DO CONCURSO


Introdução


Vem Conhecer os Nossos Vizinhos Marroquinos é um concurso organizado pela Embaixada do Reino de Marrocos com a colaboração da Câmara Municipal de Lisboa, que teve início no ano 2012. 

Reconhecendo a ligação entre Marrocos e Portugal desde há muitos anos, a Embaixada do Reino de Marrocos e o Município de Lisboa acordaram lançar o desafio da descoberta e o conhecimento mútuo, organizando um concurso que possibilita a troca de experiências entre grupos de jovens estudantes. 


Artigo Primeiro
Objetivo do Concurso
O concurso Vem Conhecer os Nossos Vizinhos Marroquinos tem como objetivo promover junto dos jovens envolvidos o conhecimento sobre Marrocos com destaque para a ligação histórica existente entre Portugal e Marrocos.


Artigo Segundo
Tema e Prémio do Concurso
1. O tema do concurso é a História Comum entre Marrocos e Portugal.
2. Os vencedores serão premiados com uma viagem ao Reino de Marrocos organizada e patrocinada pela respectiva Embaixada.
3. A viagem terá a duração prevista de 6 dias e inclui: seguro de acidentes pessoais, deslocações, alojamento, alimentação, circuito turístico, visitas a liceus marroquinos e outras ofertas.
4. A viagem referida nos pontos 2. e 3. é extensível aos professores e acompanhantes. 
5. O número máximo de premiados e acompanhantes para esta viagem é 20 pessoas, incluindo alunos, professores e representantes do Município.
6. Entrega de diplomas aos premiados em cerimónia presidida pela Senhora Embaixadora, do Reino de Marrocos, na residência oficial em Lisboa.


Artigo Terceiro
Condições de participação no concurso
Para participar no concurso os alunos terão de:
1. Ser estudante do 10º, 11º ou 12º ano do ensino secundário ou profissional da rede pública do município de Lisboa;
2. Preencher a ficha de inscrição e responder um questionário sobre Marrocos, disponibilizados em anexo ao presente regulamento, via internet ou email, e apresentar um trabalho realizado na área da literatura, da história, das artes, da multimédia ou da Web;
3. As candidaturas terão de ser individuais e deverão respeitar a uma das seguintes categorias: A - 10.º; B - 11.º ou C - 12º ano; 
4. Serão admitidos a concurso apenas os trabalhos que respeitem os requisitos constantes no Artigo Quinto;
5. A participação no concurso é gratuita.


Artigo Quarto
Condições de participação na viagem

1. Os alunos premiados viajarão acompanhados por professores, nomeados especificamente para este efeito pela direção das escolas, e por dois representantes do Município, designados pelo Gabinete do Vereador do Pelouro da Educação.
2. As escolas com o maior número de premiados serão, preferencialmente, convidadas a nomearem os professores que se responsabilizarão pelo acompanhamento dos alunos durante a viagem.
3. No caso de não existirem nas primeiras escolas convidadas docentes disponíveis para o efeito referido no ponto anterior, será então solicitado aos estabelecimentos de ensino frequentados por menor número de alunos premiados a nomeação de professores para o mesmo fim;
4. O número de professores a nomear será à razão de um por escola, até ao máximo de três.


Artigo Quinto
Natureza dos trabalhos
Poderão ser apresentados diversos géneros de trabalhos:
1. Texto escrito (prosa, poesia, ensaio ou trabalho de investigação histórica);
2. Objeto artístico (artesanato, escultura, pintura, desenho, BD, ilustração, fotografia ou trabalho gráfico);
3. Multimédia (filme em suporte de vídeo ou DVD);
4. Web (portal, página na Internet).

Os trabalhos deverão respeitar as seguintes normas:
1. Texto escrito deverá ser apresentado em word ou pdf, em suporte papel e também digital (CD, DVD ou Pen).
• Prosa ou poesia – deverá ter entre 2000 e 3500 palavras, capa e página de rosto.
• Trabalho de investigação ou ensaio – deverá ter entre 2500 e 3500 palavras, capa, página de rosto, índice, introdução, desenvolvimento, conclusão e bibliografia.
2. Objeto artístico - deverá ser acompanhado pelos seguintes elementos: nome do autor, título, técnica, dimensão e memória descritiva.
• Artesanato, tapeçaria, pintura ou escultura - as obras de parede não poderão apresentar dimensões superiores a 1m2 e as esculturas não poderão ultrapassar volumes de 50cm de comprimento x 50cm de largura x 50cm de altura.
• Desenho ou fotografia – o formato máximo admitido é A2.
• BD ou ilustração – O formato admitido é A4 com o máximo de 4 páginas.
3. Trabalhos gráficos ou multimédia - deverão ser acompanhados por documento escrito (relatório ou memória descritiva) e a duração dos registos (filmes) não poderá exceder 45 minutos.
4. Trabalhos Web – deverão ser acompanhados por documento escrito (relatório ou memória descritiva).


Artigo Sexto
Local e prazo de inscrição e de entrega de trabalhos
1. A ficha de inscrição, o questionário e os trabalhos deverão ser enviados em conjunto por correio, ou entregues por mão própria, até ao dia 28 de fevereiro de 2013, para o seguinte endereço:
Câmara Municipal de Lisboa
Departamento de Educação
Divisão de Apoio Sócio Educativo
Campo Grande, Nº 27, 4º C
1749-099 Lisboa
2. Não serão aceites candidaturas em data posterior à data limite indicada.


Artigo Sétimo
Júri
Os trabalhos serão avaliados por um júri constituído por três elementos: um representante da Embaixada do Reino de Marrocos, um representante da Câmara Municipal de Lisboa e um professor de História ou, em sua substituição, um entendido na área do tema do concurso.


Artigo Oitavo
Processo de Avaliação
1. Os trabalhos serão apreciados no prazo de seis dias a contar da data limite de entrega dos trabalhos.
2. O júri selecionará até cinco trabalhos por categoria.
3. Caso exista uma categoria sem concorrentes, serão distinguidos trabalhos de outras categorias em número superior ao definido, num total máximo de quinze premiados.
4. O júri poderá não selecionar qualquer trabalho se a falta de qualidade destes o justificar.
5. Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos por deliberação do júri.


Artigo Nono
Divulgação dos resultados 
1. Os trabalhos premiados serão divulgados durante o mês de março de 2013 em local a designar pela Embaixada do Reino de Marrocos.
2. A lista dos premiados será enviada para as escolas para divulgação;
3. Com a referida lista será indicado o dia e o local de atribuição dos diplomas e a data da viagem.


Artigo Décimo
Direitos de autor e devolução de trabalhos
1. Os criadores dos trabalhos premiados cederão os direitos de autor das suas obras à Embaixada do Reino de Marrocos promotora do concurso, para que possam ser utilizados nos órgãos de comunicação social, catálogos e outros documentos considerados pertinentes.
2. Todos os trabalhos serão devolvidos aos respetivos concorrentes, os quais serão responsáveis por proceder ao seu levantamento, na Câmara Municipal de Lisboa, Departamento de Educação, Divisão de Apoio Sócio Educativo, Campo Grande, Nº 27, 4º C, 1749-099 Lisboa, em data e horário a definir.
3. A Câmara Municipal de Lisboa não se responsabilizará por qualquer dano ou extravio dos trabalhos deixados à sua guarda após a data limite definida para o levantamento dos mesmos.

QUESTIONÁRIO

Concurso Vem Conhecer os Nossos Vizinhos Marroquinos
Ediçao 2013


I/ Marrocos 

1. Em que ano foi fundado o Estado marroquino?
2. Qual é a superfície do Reino de Marrocos e qual a capital do país?
3. Quantos são aproximativemente os habitantes de Marrocos? 
4. Quais sao as línguas oficiais de Marrocos? e as outras linguas faladas no país?
5. Qual é a religião oficial de Marrocos?
6. Quais são as dinastias que governaram Marrocos desde a sua criação?
7. Qual é o regime político do Estado marroquino? E como se chama o Chefe do Estado?
8. Quantas vezes Marrocos fez parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas e por que períodos (especificar os anos)?
9. Citem o nome da maior mesquita, da maior Igreja e da maior sinagoga em Marrocos?
10. Qual é a mais velha universidade do mundo? Onde se encontra? quem a fundou e quando? 
11. Em que cidade se encontra o maior porto de mercadorias da África do Norte? 
12. Qual é o produto do qual Marrocos é o maior exportador mundial?
13. Quais são as principais indústrias existentes em Marrocos?
14. Quais são os tipos de energias renováveis exploradas em Marrocos?
15. Como se pode definir, em 3 linhas, a Iniciativa Nacional para o Desenvolvimento Humano (INDH) lançada por Marrocos en 2005 ?
16. Quais são as Regiões Administrativas em Marrocos ?

1. 2.
3. 4.
5. 6.
7. 8.
9. 10.
11. 12.
13. 14.
15. 16.

17. Citem 5 dos principais festivais internacionais organizados em Marrocos?
18. Citem, entre os artistas marroquinos os mais conhecidos, um(a) fotógrafo(a), um(a) pintor(a), um(a) actor(a) de cinema e um(a) cantor(a)?
19. Citem os nomes de 3 celebridades desportivas femininas marroquinas?
- 1.
- 2.
- 3.
20. Citem uma das cidades marroquinas cujas praias são muito conhecidas para a prática do Kit-surf?

II/ Marrocos e Portugal 

21. Quais são as cidades marroquinas onde a frota portuguesa se instalou a partir da idade média?
A Cidade portuguesa está entre os locais históricos mais visitados em Marrocos. Onde se- encontra este árabes local?
22. Onde e quando teve lugar a batalha dos três reis, e qual era o Rei português que participou nela? 
23. Quanto tempo durou a presença árabe em Portugal?
24. Onde se encontram os vestígios árabes mais conhecidos que testemunham deste período? 
25. Citem 15 palavras portuguêsas com origem na língua árabe?
1. 6. 11.
2. 7. 12.
3. 8. 13.
4. 9. 14.
5. 10. 15.
26. A que distância se encontra a capital portuguêsa da capital marroquina? Quanto tempo é preciso para percorrer esta distância por avião?
27. Quais são, actualmente, os sectores de cooperação mais importantes entre Marrocos e Portugal? 
29. Citem os nomes de 2 jogadores de futebol marroquinos que jogam /Jogaram para equipas portuguesas?
- 1.
- 2.
30. Que peixe muito popular e muito apreciado em Portugal vem maioritariamente das águas marroquinas?
-- fim --

Lisboa à Letra, 8ª Edição


De: 
Luis Vicente <luis.barata@cm-lisboa.pt>
Data: 1 de Fevereiro de 2013 15:23:15 WET

Assunto: Lisboa à Letra, 8ª Edição

Exmo(a). Senhor(a).
Diretor(a)/Presidente da CAP
 
Na sequência do último email enviado pelo Departamento de Educação da Câmara Municipal de Lisboa relativamente ao concurso municipal literário Lisboa à Letra,  8ª Edição, destinado a jovens dos 15 aos 30 anos que residam, estudem ou trabalhem no concelho de Lisboa, e que visa aumentar os níveis de literacia da população jovem, incentivando-os à leitura e à escrita criativa, bem como fomentar, registar e divulgar diferentes vivências sobre Lisboa, informamos que o prazo para inscrições foi prolongado até ao dia 2 de abril de 2013.
 
Assim, solicitamos a vossa melhor colaboração para divulgar este concurso no portal da escola inserindo o cartaz que enviamos em anexo, bem como através da afixação em locais de estilo do mesmo, em suporte papel, que brevemente será entregue.
 
Agradecendo desde já a atenção dispensada, para outros esclarecimentos poderão contactar Lucília Guerra T.             218 171 819       lucilia.guerra@cm-lisboa.pt, Rute Delgado T.            218 171 842       rute.delgado@cm-lisboa.pt ou Sónia Nunes T.            218171807       sonia.nunes@cm-lisboa.pt.
 
Com os melhores cumprimentos,
 
Luís Vicente
Chefe da Divisão de Apoio Sócio-Educativo
 
Câmara Municipal de Lisboa
Departamento de Educação
Divisão de Apoio Sócio-Educativo
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