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sábado, 17 de março de 2012

Sujeito composto: brincar com a língua


O senhor sujeito composto
http://thumbs.dreamstime.com/thumblarge_167/1185231911A3zB0g.jpg
                O senhor sujeito composto e a sua gabardina saíram de casa num belo dia de chuva. A porta foi fechada e o chapéu-de-chuva foi aberto enquanto o senhor composto passeava pelas ruas estreitas e alagadas da sua cidade. As pingas ao caírem faziam chap e chop, chap e chop sem pararem. O senhor composto e a sua gabardina andavam de rua em rua, de passeio em passeio e de estrada em estrada, de um lado para o outro. A uma certa altura o senhor composto com o seu chapéu na mão olharam para os seus pés e repararam que a estrada e o passeio não eram cinzentos, mas azuis, não era a estrada nem o passeio de certeza. Mas então sobre o que é que estaria a andar? Sobre o céu e as nuvens. O senhor composto, a sua gabardina e o seu chapéu-de-chuva estavam a passear sobre as nuvens. Mas porquê sobre as nuvens e o céu? Era sobre as nuvens e sob o céu porque o mundo estava virado de pernas para o ar.

Joana Courela, 11º A

domingo, 29 de janeiro de 2012

O sujeito composto: brincar com a língua (oficina de escrita)



Sujeito Composto
 O sujeito e o composto muito se compõem nos perversos pensares amorosos dos humanos da Terra. Eu e ela, tu e ele, nós e vocês, eu e tu – são parte pronominal da qual, eles, os humanos não resistem em desprezar da sua vida. O que foi e o que será delas sem eles? Tudo e nada!
 Nós e vós, que ignoramos a fortuna vontade de um dia nos deixarmos de composto e sermos apenas um ser. Eu. Tu. Nem tu nem eu resistimos aos romances ouvidos, poemas lidos, canções cantadas, beijos trocados, seduções pecadas, entre muitos outros apertos quentes de abraços partilhados se em solidão o conseguíssemos fazer. Nós e vós somos necessitados, de uns, de outros!
 O sujeito e o sujeito são prova composta de que sem o composto fariam o mínimo sentido ou teriam sequer significado. Que seria do sujeito se não houvesse composto que o compusesse e do composto, que seria – se do sujeito não houvesse? Que sujeito composto!




Gabriel Filipe Duarte Gonçalves, 11E n10
Português, 03.11.2011

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Sujeito Composto (brincar com a língua)



Eu e tu.
Eu e tu, que partilhamos sempre o mesmo caminho, a mesma frase.
Eu e tu, que se separados seriamos dois sujeitos bastante simples.
Eu e tu, que como se de mãos sempre dadas observássemos as mesmas imagens, os mesmos horizontes…
Eu e tu cúmplices em todos os momentos, em todas as alvoradas.
Eu e tu dávamos um livro.
Eu e tu temos cinco mil anos de vida.
Eu e tu, já viste? Eu e tu somos um nós, só que mais complexos que isso, somos compostos.

Catarina Mauritti, 11º D

domingo, 11 de dezembro de 2011

Brincar com o funcionamento da língua


O Senhor Sujeito Composto

O Senhor Sujeito Composto e a sua sombra mudaram de vida recentemente. Os cantos e recantos de uma pequena casinha no centro de Lisboa encantaram a dupla. As notas e moedas das suas carteiras, ou melhor dizendo, das suas contas bancárias, permitiram-lhes adquirir o imóvel de imediato. Foram arrastadas tralhas e mobílias com o auxilio da empresa de mudanças paga a peso de ouro para tratar dos seus pertences como peças de museu. De facto, a sua modesta casinha e refúgio representava, para o inseparável par, um bem incomparavelmente valioso.
No entanto, foi posto o eterno problema e questão da luminosidade. Como sempre, não podiam faltar velas e candeeiros naquele lar, caso contrário o Senhor Sujeito Composto e a sua sombra passavam a ser só o Senhor Sujeito Composto.
De forma a resolver o velho imbróglio, nunca, jamais, em circunstância alguma, os interruptores ou botões das luzes eram tocados. Mas, e como era de conhecimento de ambos, catástrofes e cataclismos acontecem. O Senhor Sujeito Composto e a sua sombra, ao darem-se conta disto, resolveram erradicar o problema em vez de o resolver. Botões e interruptores viram assim os seus dias contados. Até hoje, homem ou mulher que passe pela casa destes dois depara-se com uma eterna panóplia de janelas iluminadas.


Margarida B. Gomes da Silva
Nº16    11ºA