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sábado, 17 de março de 2012

Sujeito composto: brincar com a língua


O senhor sujeito composto
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                O senhor sujeito composto e a sua gabardina saíram de casa num belo dia de chuva. A porta foi fechada e o chapéu-de-chuva foi aberto enquanto o senhor composto passeava pelas ruas estreitas e alagadas da sua cidade. As pingas ao caírem faziam chap e chop, chap e chop sem pararem. O senhor composto e a sua gabardina andavam de rua em rua, de passeio em passeio e de estrada em estrada, de um lado para o outro. A uma certa altura o senhor composto com o seu chapéu na mão olharam para os seus pés e repararam que a estrada e o passeio não eram cinzentos, mas azuis, não era a estrada nem o passeio de certeza. Mas então sobre o que é que estaria a andar? Sobre o céu e as nuvens. O senhor composto, a sua gabardina e o seu chapéu-de-chuva estavam a passear sobre as nuvens. Mas porquê sobre as nuvens e o céu? Era sobre as nuvens e sob o céu porque o mundo estava virado de pernas para o ar.

Joana Courela, 11º A

Brincar com a língua


Aférese
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‘’Tá Calada!’, grita ela em pleno autocarro, fazendo a sua voz sobrepor-se a todas as outras que murmuram e até à do senhor do bigode farfalhudo que insiste em ligar aos seus amigos e falar-lhes aos berros.
Ela, uma jovem com os seus quinze anos, é a mulher de amanhã, aprecia, pelos vistos, comer sílabas. Pergunto-me o que fez ao resto do “está” porque ali é que não “tá”.
Assistimos aqui então a um processo chamado Aférese no qual um segmento deixa de ser articulado no início da palavra.
Assim sendo, e seguindo a lógica do acordo ortográfico será que, daqui a uns anos, quando aquela jovem de hoje, for a mulher de amanha, o nosso ver “estar”, passará a ser conjugado “tar”?
(talvez…)

Tomás Neves 11ºA nº25

Brincar com a língua


Texto sobre o sujeito composto
 http://www.coladaweb.com/files/arte-contemporanea.JPG

Mais alto se sobe, de mais alto se cai

O senhor sujeito composto e o predicado discutiam a sua importância na pequena frase em que estavam inseridos, o sujeito composto e o predicado argumentavam e contra argumentavam a sua grande importância e o sentido que davam à descrição do pequeno livro de histórias. A escritora e a sua inteligência iam construindo a narrativa enquanto o sujeito composto e o predicado continuavam aos gritos.
A gritaria e a barafunda criadas pelas duas partes da frase eram irritantes para os pequenos ouvidos da escritora. O sujeito e o predicado eram ouvidos por todo o texto escrito, o sujeito composto e o complemento indireto de um lado, contra o predicado e o complemento direto  do outro.
A escritora e a seu cérebro, enfurecidos pelos insultos do predicado e do sujeito, decidiram que preferiam não ter nenhum deles a ter aquela berraria infernal que estava naquele momento a destruir toda a elegância da pequena narrativa.
Aquele senhor sujeito composto e o elegante predicado acabaram apagados da existência, ele e ele quiseram subir tão alto que a queda foi demais para ambos.

Diogo Dias, 11º A


As férias do Sujeito composto



  O Sujeito e a Composta  casaram no início deste ano. Depois do casamento, o noivo e a noiva decidiram planear umas férias de sonho. Os seus amigos e familiares aconselhavam-nos a ir para um destino exótico e, assim, resolveram escolher uma ilha que fica no oceano Pacífico, que se chama Ilha das Funções Sintáticas.
  O Sujeito e a sua noiva foram para férias no mês de Abril, e ficaram encantados com a beleza da natureza, com as cores vivas da paisagem e com a luz. O mar e o céu mudam de cor consoante a hora do dia. As palmeiras e os outros árvores eram altas e muito verdes.
  Os complementos e os predicados são habitantes da ilha.
Eram simpáticos e falavam a língua da gramática.
  Todos os dias, o Sujeito e a Composta iam à praia para descansar, para apanhar o sol, beber sumo de papaia e comer os doces típicos do local. Um dia, o Sujeito e a Composta estavam a descansar ao sol como nos outros dias e de repente ouviram um grito. Eles e mais outras pessoas da praia olharam para o mar e viram um tubarão que se aproximava das pessoas que estavam a nadar. 
  O Sujeito e a Composta começaram a gritar como os outros. A polícia e o nadador salvador chegaram rapidamente e conseguiram  salvar as pessoas. Felizmente ninguém morreu por causa do ataque do tubarão, embora tivessem apanhado um grande susto.
  As férias do Sujeito e da Composta acabaram assim, eles ficaram encantados com as férias, exceto aquele pequeno episódio.

Peipei Wang, 11º E

Brincar com a língua


Síncope


Caiu, transformou-se, síncope! Acontece quando há uma supressão de segmentos da palavra, quando ele cai do meio da palavra, é triste; será fraqueza? Estará subnutrido? Chega! Chega de tentar encontrar explicações físicas para problemas gramaticais.
Foi o que aconteceu à ópera, que era espetáculo, caiu, desmoronou-se. Chamaram-se físicos, arquitetos, construtores, obreiros e carpinteiros, nenhum descobriu porque é que a ópera caiu. Viram as infraestruturas, a madeira que devia estar podre, as cordas do cenário podiam estar roídas por ratos gigantes, como reza a lenda lá em Mafra. Mas não. Mais uma vez, impus-me. Chega! São problemas gramaticais!
E agora o que se faz com a opera que se desmoronou e transformou? Que deixou de ser ópera para passar a ser obra? Pega-se na obra que outrora fora ópera, leva-se para outro teatro e faz-se uma nova ópera, com cenários, bailarinos, cordas de alumínio, tudo do melhor. Ou talvez não. Se deixou de ser opera para passar a ser obra, porquê tentar reconstruir algo que mudou por si mesmo? Quem disse que a opera valia mais do que a obra?
Talvez o mistério não fosse de tamanha grandeza se ao invés de terem chamado os arquitetos tivessem consultado o livro de Português.
Se a obra obra é, obra ficou por si só. Se a obra ópera era, obra é que já foi ópera.


Alexandre Simões 11ºE nº2                              2011/2012                                                      Português

domingo, 29 de janeiro de 2012

O sujeito composto: brincar com a língua (oficina de escrita)



Sujeito Composto
 O sujeito e o composto muito se compõem nos perversos pensares amorosos dos humanos da Terra. Eu e ela, tu e ele, nós e vocês, eu e tu – são parte pronominal da qual, eles, os humanos não resistem em desprezar da sua vida. O que foi e o que será delas sem eles? Tudo e nada!
 Nós e vós, que ignoramos a fortuna vontade de um dia nos deixarmos de composto e sermos apenas um ser. Eu. Tu. Nem tu nem eu resistimos aos romances ouvidos, poemas lidos, canções cantadas, beijos trocados, seduções pecadas, entre muitos outros apertos quentes de abraços partilhados se em solidão o conseguíssemos fazer. Nós e vós somos necessitados, de uns, de outros!
 O sujeito e o sujeito são prova composta de que sem o composto fariam o mínimo sentido ou teriam sequer significado. Que seria do sujeito se não houvesse composto que o compusesse e do composto, que seria – se do sujeito não houvesse? Que sujeito composto!




Gabriel Filipe Duarte Gonçalves, 11E n10
Português, 03.11.2011

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Processos fonológicos (brincar com a língua)


“O fenómeno”
            O gladiador, alto e corpulento, veloz e ágil, com a espada ou rede empunhada prepara-se para combater na arena.
            Antes de enfrentar o inimigo naquela grande “área” a sua vida passa-lhe diante dos olhos: o terno sorriso da sua mãe, o cabelo cor de areia do pai; correr nas ruas da pequena villa, tropeçar e cair na “área” à frente da fonte; correr de mãos dadas com o amor da sua vida na areia da praia…
            Agora ali está ele, em pleno combate na arena, tentando derrubar o adversário, para não ser ele a sentir o sabor arenoso da derrota na boca, este sabor que se mistura com alguns dentes e sangue. O objetivo é sobreviver para regressar novamente àquela “área” quente e ser o derradeiro vencedor

Francisco 11º D

Sujeito Composto (brincar com a língua)



Eu e tu.
Eu e tu, que partilhamos sempre o mesmo caminho, a mesma frase.
Eu e tu, que se separados seriamos dois sujeitos bastante simples.
Eu e tu, que como se de mãos sempre dadas observássemos as mesmas imagens, os mesmos horizontes…
Eu e tu cúmplices em todos os momentos, em todas as alvoradas.
Eu e tu dávamos um livro.
Eu e tu temos cinco mil anos de vida.
Eu e tu, já viste? Eu e tu somos um nós, só que mais complexos que isso, somos compostos.

Catarina Mauritti, 11º D

domingo, 11 de dezembro de 2011

Brincar com a língua


Palatalização

         Português. Uma disciplina tão nossa. Nossa, por ser sobre a nossa língua. E por falar em língua, esta disciplina tem um processo fonológico de alteração de segmentos de nome Palatalização, o que é irónico, pois é um processo fonológico do paladar. Oh bolas! Claro que não! Estava só a brincar. A Palatalização é algo que podemos saborear por mais tempo. Ups! Lá estou eu a brincar outra vez. Agora a sério! A Palatalização, como já disse, é um processo fonológico que poucos conhecem, eu só o conheci hoje! Trata-se de uma transformação de palavras como “clamare”, que resultou em chamar e daí o nome Palatalização pois agora usamos os grupos consonânticos palatais; ch; nh; lh; até parece que abre o apetite! E com todo este paleio sobre a Palatalização fiquei mesmo com o paladar a chamar por algo, por isso deixo aqui uma sugestão, vão procurando palavras e nomes engraçados e procurem ligá-las ao seu significado; vão ver como é engraçado! Paladares para todos!
                                              
                                                                                     Andreia, “Andy”, nº4 11ºD