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sábado, 17 de março de 2012

Texto argumentativo


“É tão cómodo que os outros façam as coisas por nós”
 http://www.ppow.com.br/portal/wp-content/uploads/2009/09/fromanger.jpg
Deixar de pensar, raciocinar, tomar decisões, para quê? Outros podem tomá-las por mim. Mas será que ...
Se todas essas decisões, raciocínios e pensamentos forem executados por outros, o que provirá desses pensamentos e decisões será devido a eles, por direito, deles, e assim, o que restará para nós? A execução da teoria? Tornar-nos-emos meras máquinas sofisticadas, em que nos dizem o que fazer, e nós simplesmente executamos.
Que orgulho, felicidade ou proveito pode uma simples máquina retirar de algo que não é dela?
“É tão cómodo que os outros façam as coisas por nós”... 
Será que é cómodo?, como podemos nós sentir comodidade de algo que não é nosso? Surge então a questão: O que é nosso? Nada! Nada temos, nada somos e de nada somos feitos e por isso ser cómodo não é possível, porque todo aquele que é menor, não o é, pois é simplesmente nada e o nada, nada sente, inclusive comodidade .

Diogo Dias, 11º A

Texto argumentativo


T.P.C.: Texto Argumentativo


“O que me preocupa não é grito dos violentos, mas o silêncio dos bons” Martin Luther King

Martin Luther King, foi líder de movimentos que lutavam pelo respeito dos direitos dos negros e o fim da discriminação racial nos EUA, organizando vários protestos pacíficos, conseguindo por fim mudar a situação dos negros no seu país. Uma das suas frases mais célebres é “O que me preocupa não é o grito dos violentos, mas o silêncio dos bons” proferida num dos seus discursos político-sociais que deixa que pensar e se aplica ao dia-a-dia de qualquer pessoa.
Ora, de que adianta tanta bondade, paciência e honestidade dos bons se eles não divulgam isso e não lutam em favor de todo o grupo e das causas sociais e políticas? É isso que esta frase retrata, os maus podem tentar destruir, gritar, difamar, etc,..  isto é próprio deles, porque nada mais sabem fazer para construir, não conseguem projetar planos que beneficiem os outros, por isso optam pelo que é mais fácil: desdenhar, caluniar, difamar ou até mesmo matar.
Ainda assim existe algo pior: a convivência daqueles que tantas coisas boas podem fazer, mas preferem desistir de lutar e cruzam os braços diantes de tantas desgraças e situações conflituosas, acomodando-se nos seus mundos, nos seus egoísmos, o que os transformará em seres mais perversos do que aqueles ditos “maus”.
Por isso só temos duas soluções, ou os bons continuam calados enquanto o maus fazem o seu trabalho, ou nos revoltamos, falamos, discutimos,... acerca dos nossos direitos, como fez Martin Luther King pelos que eram consequentemente descriminados (só por terem uma cor diferente dos outros), pelo respeito dos direitos humanos, pelo seu país. Porque não é a ficar de braços cruzados que se resolvem as coisas – é a lutar.

Raquel Robalo, 11º A

domingo, 29 de janeiro de 2012

Texto argumentativo


Texto Argumentativo - «És dono do que calas, escravo do que dizes…”

 “És dono do que calas, escravo do que dizes…” porque o que calas pressupõe conhecimento e virtuosidade dos teus grandes feitos; e escravo do que dizes porque de tudo o que dizes - és suspeito de alheias opiniões e mando das grandes línguas que a ti se assumem.
 Calar; e falo enquanto calo porque enquanto falo, pelo outro – o recetor – nada há a dizer; Ou não haveria ordem, e pela desordem nada se entenderia. E calo enquanto falo porque pressuponho pelas capacidades que me são entregues de humano (a de raciocinar) não haverá razão certa e forte das coisas; e aí calo porque pelo outro nada de errado há que apontar às minhas ideias.
 Sendo eu dono do que calo, e dono, visto que falo e pela razão se me deixam ensinar, porque haveriam eles de querer escravizar o que digo? E falo deles como quem fala de qualquer gente que queira escravizar.
 Ou é porque lhes nasce do sangue vontade e prazeres de querer escravizar e tornarem-se donos de tudo o que dizem, ou é porque o que digo não será tão acertado e que por outras razões me queiram corrigir. Ou é porque se sou dono do que calo, então do que digo farei escravizar as minhas palavras – sendo elas demandas pregadoras da doutrina que me corre na razão do pensamento.
 Nesta razão, então não se conclui nada que se lhes possa apontar, e então sou eu dono do que calo porque dos meus escravos dizeres, apresento a razão do meu pensamento e do que me ouvem e se calam por isso, ganho a causa do meu argumento e faço de mim, escravo do que digo – um bom uso dos meus pensares.
 E sendo eu dono do que calo e escravo do que digo como quem pretende mudar as outras ideias, não serei também escravo, eu, do que calo e dono do que digo, quando dos outros não existe se não vontade de escravizar?




Gabriel Filipe Duarte Gonçalves, 11E n10

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Uma reflexão antes do início de um sermão


Reflexão de um pregador antes de um sermão:
Hoje reflito sobre a vingança. Algo de que os bichos não necessitam para se sentirem realizados. Fala-se de justiça face a um assassinato, mas na verdade o que se quer é licença para matar, por outras palavras: vingança! As pessoas não se contentam com uma morte só. Nunca! Tem de, no mínimo, haver duas… distintas e por diferentes motivos, embora sempre relacionadas entre si.

Sermão:

"A mim a vingança; a mim exercer a justiça, diz o Senhor" Epístola aos Romanos 12:19
Homens! Julgais vós que a vingança algo soluciona? O Senhor vinga-se de vós quando faltas à doutrina?

Faz-te pagar pelos teus pecados em vida?

Não! Só depois que haveis morrido
Ele executa tal castigo, privando-te do seu paraíso. Mandando-te arder nos confins do Inferno!
Tão bondoso é Ele que vos concede o resto de toda uma vida para vos arrependeres. Mas Ele é paciente… e vós? Vós sois tão impacientes quanto um animal faminto! Tendes que ter vingança do outro enquanto ele vive, sem direito a perdão nem segundas oportunidades! Não quereis saber os motivos desse vil pecador. Apenas condená-lo à dor que sentes, ardente no teu peito.

A chama da vingança consome a razão do homem mais razoável. Atenta neste humilde aviso.

Francisco, 11º D

domingo, 18 de dezembro de 2011

Um início de sermão à maneira de...


Início do Sermão



Oh Deus, porque haveis criado criaturas “não-humanas” quanto estas? Criaturas sem “dó”, mas deveras imponentes, criaturas severas, criaturas que não respeitam a humanidade! Se estas criaturas de Deus não contemplam o objetivo para que foram criadas, porquê e qual será a sua função neste mundo?
Ora, falando dos mais apáticos e ingénuos, esses sim, criaturas de pura simplicidade, criaturas verdadeiras, tal como a nossa Virgem Maria. Essas escondem a sua paixão no fundo das florestas, protegendo-as como se de irmãos se tratassem. Mas todo este louvor à mãe natureza é destruído e morto pelos mais “sábios”. Sábios, sim, os de raça “branca”, os que muita inteligência possuem. Tanta, mas tanta que o seu resultado está aos olhos do Senhor. Os que são intermediários, os que observam e se mantêm calados, constituem também um problema, visto que não encontram dentro de si mesmos a força necessária para o confronto entre os fracos e os fortes. Meus irmãos, sim, meus irmãos, venho transmitir a minha força para vós. Força essa que está do lado dos mais pobres, dos mais humanos. Vedes, com os vossos olhos arredondados “empoeirados”, o sofrimento dos nossos índios. Protejam e abracem este sermão, que para vós recito com todo o meu desagrado e tristeza pela humanidade. 

Catarina Pires, 11º E

domingo, 11 de dezembro de 2011

T.P.C.: Texto Argumentativo


Raquel, 11º A
 

“O que me preocupa não é grito dos violentos, mas o silêncio dos bons” Martin Luther King

Martin Luther King, foi líder de movimentos que lutavam pelo respeito dos direitos dos negros e o fim da discriminação racial nos EUA, organizando vários protestos pacíficos, conseguindo por fim mudar a situação dos negros no seu país. Uma das suas frases mais célebres é “O que me preocupa não é o grito dos violentos, mas o silêncio dos bons” proferida num dos seus discursos político-sociais que deixa que pensar e se aplica ao dia-a-dia de qualquer pessoa.
Ora, de que adianta tanta bondade, paciência e honestidade dos bons se eles não divulgam isso e não lutam em favor de todo o grupo e das causas sociais e políticas? É isso que esta frase retrata, os maus podem tentar destruir, gritar, difamar, etc,..  isto é próprio deles, porque nada mais sabem fazer para construir, não conseguem projetar planos que beneficiem os outros, por isso optam pelo que é mais fácil: desdenhar, caluniar, difamar ou até mesmo matar.
Ainda assim existe algo pior: a convivência daqueles que tantas coisas boas podem fazer, mas preferem desistir de lutar e cruzam os braços diante de tantas desgraças e situações conflituosas, acomodando-se nos seus mundos, nos seus egoísmos, o que os transformará em seres mais perversos do que aqueles ditos “maus”.
Por isso só temos duas soluções, ou os bons continuam calados enquanto o maus fazem o seu trabalho, ou nos revoltamos, falamos, discutimos,... acerca dos nossos direitos, como fez Martin Luther King pelos que eram consequentemente descriminados (só por terem uma cor diferente dos outros), pelo respeito dos direitos humanos, pelo seu país. Porque não é ficando  de braços cruzados que se resolvem as coisas – é a lutar.





 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Texto argumentativo




É a crise, e pronto !

                É um assunto que está mais que falado, mais que discutido mas ainda não está esgotado. As pessoas queixam-se muito, mas ainda não estão a passar pelo pior. Enquanto uns se queixam que já não podem ir às compras todos os dias, outros queixam-se que só têm duas refeições por dia, quando têm. Dizem que estamos em crise e que está tudo muito mau para eles, mas em vez de fazerem algo contra isso, fazem exatamente o contrário. Conheço muita gente desempregada que vive apenas de subsídios, não têm trabalho por não procurarem ou por não quererem, no entanto vêm pedir dinheiro aos meus pais porque dizem que não têm que comer. Muitos vão pedir no metro ou nas ruas, mas assim que saem de lá pegam num cigarro e fumam-no sem ter consciência que este foi comprado com o dinheiro de alguém que fez para o merecer, e que no momento achou que estava a contribuir para a felicidade de alguém.
                A sociedade atual ainda não tem a noção de sofrimento, de fome, de miséria. Os nossos avós, esses sim sofreram bastante na sua infância, alguém os vê queixarem-se da mesma maneira que os outros? Claro que não, e isso significa que já passaram por muito pior. A verdade é que estamos todos mal habituados.somos pobres e mal agradecidos. Quando toca no assunto da crise se torna mais fácil culpar apenas o governo. Grande parte da culpa é deles, mas está na hora de ajudar Portugal a crescer, porque queixar e culpar os outros não resolve, nem vai resolver nunca a situação. O governo tomou medidas, certas ou erradas, foram tomadas com a intenção de ajudar. Vivemos num país com direitos, mas se temos o direito de usufruir dos subsídios que, ao fim ao cabo, são dados pelos que trabalham, e como com os direitos vêm as obrigações, podiam, no mínimo ser honestos e mostrar que os merecem, e sobretudo que realmente precisam.
                Se continuarmos a criticar sem fazer nada, a situação só vai piorar. A criminalidade está a aumentar drasticamente, muitos adolescentes estão a desistir dos estudos para poderem trabalhar… Tantos jovens que vão à escola “passear os livros”, e faltam às aulas porque “não têm paciência”, pensem na oportunidade que estão a perder. Se hoje em dia o nono ano já não é nada no mercado, imagine-se daqui a uns anos…Se já existem imensos graduados e sem trabalho, o que faremos quando for a nossa altura?
                A solução está em tentar agir da forma correta, não vale a pena dizer que estamos em crise, e pronto.



Ana Sofia, nº5, 11ºE

À laia de um "sermão" moderno


Tarefa 3 : Criar um sermão "inspirado" padre António Vieira

 O mundo é um armário de roupa. 

Sendo um mundo um armário de roupaencontramos todo o tipo de camisolas, saias, vestidos, calças, entre outros.
Sendo este um armário , há uma ligeira divisão entre o vestuário mais moderno e o mais antigo.
As calças mais velhas, com padrões antigos e já gastas de serem tão utilizadas, são rabugentas  e criticam sempre a forma das calças novas, rasgadas, agirem.
São a favor da tradição e dos costumes, por mais ultrapassado que isso  esteja . Criticam sempre o que podem, porque já não passam de lixo .
As calças novas, modernas e excêntricas, alegram o armário  tornando-o mais novo e  dando cada vez mais hipóteses de renovação .
Por vezes, o diálogo entre as saias torna-se até um pouco pesado devido  à forma diferente de ver as coisas.As saias velhas, ao sentirem-se invejadas por já não serem escolhidasobservam as saias curtas e com padrões excêntricos  como se o pecado estivesse mesmo à frente delas.  
Diálogos como:
- Isto é ultrajante !Na minha altura não havia saias destas .Que vergonha olhar para isto! – dizem as saias velhas e  invejosas.
- Até pode ser, mas somos nós quem renova o armário, além disso não devemos ser julgadas  pelos nossos padrões e por sermos novas e diferentes.- replicam as saias curtas para demonstrar a injustiça  que as velhas cometem .
Repetem-se as mesmas discussões vezes e vezes sem conta   acerca das diferenças de idade e o seu tratamento, o armário ri-se e pensa  que no futuro as saias novas irão ocupar  o mesmo lugar   que as velhas . Esta questão prolonga-se enquanto houver consciência … e armário.

Mariana Araújo