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quarta-feira, 12 de junho de 2013

O meu pequeno-almoço com um escritor

Puxou-me a cadeira para me sentar, gentil como sempre. Faz um sinal ao garçon. Peço o habitual, café pingado acompanhado por uma sandes de queijo fresco. Tendia a ser uma bela tarde, com um bom pequeno almoço e uma companhia um tanto misteriosa que me cativava. Ele é o Sr. Philip Daniels, escritor dramático sempre acompanhado por um pingo de mistério, algo que tornava as nossas conversas sempre bastante interessantes. Descrevem-me de alma misteriosa, porque será? Inspirada talvez nos seus livros, imaginação aberta, mas mente fechada a intrusos. O tempo passa sem darmos conta, mas espera-nos um longo e misterioso dia pela frente.

Margarida, 11º D

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Trabalhos de recuperação:

- Cesário escolhe os seus poemas para a publicação (que, como sabes, afinal não chegou a acontecer durante a sua vida). De qualquer modo, ele não sabe ainda isso e separa-os, organiza-os e vai refletindo, ora sobre os poemas, ora sobre os cenários, personagens, espaços, estilos, situações e contextos que os habitam e lhes deram origem.
Tudo isto, em diálogo com Eça, que o aconselha. Vão trocando considerações sobre as respetivas obras.

Nota importante: podes e deves basear-te nos textos do manual, nos textos estudados ou em outros, mas é muito importante que se perceba ( e percebe-se... ) que o trabalho é feito por ti.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Trabalhos sujeitos a avaliação no 3º período

Independentemente da nova consulta que devem fazer dos critérios de avaliação gerais e específicos, que conhecem, venho recordar os trabalhos que foram pedidos este período:
- Ficha de verificação de leitura sobre Os Maias
- Teste sobre Eça e Cesário
- Poema-resposta da mulher citadina a Cesário, ao estilo do mesmo
- Texto imaginando um Sarau lisboeta da segunda metade do século XIX, inspirando-te n'Os Maias e nas músicas da época ouvidas na aula:
http://risoescolar.blogspot.pt/2012/05/musica-seculo-xix-e-os-maias.html
- Trabalho individual ou de pares sobre Realismo e Naturalismo
- Trabalho de pares sobre aspectos de Funcionamento da Língua (apresentação oral e escrita)
- Apresentação oral (Apresentação de uma página do diário literário e improvisação) e a sua vertente escrita
- Diário de uma aula
- Crónica sobre: "Que escritor me acompanha ao pequeno-almoço" ou "A que refeição me acompanha Eça"
- Recitação (Eça ou Cesário)
- Diário Literário (20 semanas)

sábado, 19 de maio de 2012

Matriz do teste sobre Eça e Cesário


CONTEÚDOS:
Realismo e naturalismo
Questão Coimbrã, Geração de 70 e Conferências do Casino
Título e subtítulo
Planos narrativos d'Os Maias
Categorias da narrativa
A linguagem: ironia, monólogo interior indireto, discurso indireto livre, hipálage, adjetivação, uso do advérbio, o imperfeito e o gerúndio, animização, metáfora...
A poesia de Cesário: sensorialismo, visualismo, pintura por letras, impressionismo, real e transfiguração, deambulação, cidade e campo, a mulher

FORMA
Seleção de respostas corretas
Preenchimento de espaços
Completamento de afirmações



ESTRUTURA
I- Texto com perguntas de interpretação e as categorias da narrativa, seleção de respostas corretas
II-  Preenchimento de espaços sobre Realismo, Naturalismo, Cesário e Eça
III- Completamento de afirmações
IV- Texto de desenvolvimento
A partir de um tema de vários propostos sobre Eça ou Cesário, sua obra e época.

sábado, 17 de março de 2012

Uma crónica com Cesário

A Noite Citadina
“E saio. A noite pesa, esmaga” Cesário observa a noite marginalizada pela sociedade do século XIX, que teme vaguear pelas ruas citadinas ao anoitecer. Pois para mim, por mais pesada que seja a noite, terá sempre os seus encantos.
Gosto de observá-la, gosto de compará-la, mas acima de tudo gosto de vivê-la. A noite, para mim, não pesa, nem esmaga, vive. Vive numa dimensão paralela à nossa, onde cada alma noturna que nela vagueia, tem uma história diferente da alma diurna.
A prostituta que naquele carro entra, durante o dia é a vizinha Lurdes. Dois filhos, empregada de loja, prestação da casa, luz, água, gás. É amiga, mãe, tia, filha, apenas durante o dia. De noite é o excremento de uma sociedade egoísta, aquela que já não serve, a marginal, a puta. A Lurdes do século XXI, é a mesma do séc. XIX. Continua a ser o prazer de muitos e o receio de outros. Mal sabem eles, que quem mais receia a chegada da noite, é Lurdes. Pois será ela que vagueará pelas ruas, será a julgada, a abusada, a mulher da vida.
Eu sou apenas uma espectadora da noite citadina. Nada temo, e nada julgo. Ao vaguear pelas ruas, também eu serei o pensamento de muitos. Tal como os outros são o meu pensamento. “O que fará aqui?” “Onde morará?”, São algumas das perguntas que me passam a mim e a muitos outros, que sozinhos passeiam pela noite. Perguntas às quais nunca iremos ter resposta. Mas não me incomoda, pois ao entrar em casa, esperarei pela chegada do dia. E enquanto a sociedade me deixar, serei sempre a mesma Elsa, seja de dia ou de noite. Não terei de recear a noite, nem o dia.
Elsa Severino nº9 11º E

Relatório de uma visita de estudo


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Santíssimo Tribunal da Inquisição,


Conforme pedido  por vossa excelência o inquisidor mor, relato aqui os eventos que tiveram lugar na passada missa de domingo, dia 14.  Dirigi-me à igreja de S. Roque para registar as provas de acusação ao pregador Padre António Vieira, tenho no entanto a informar vossa excelência que nada de blasfemo encontrei no seu discurso. Os seus lábios não teciam heresias, apenas verdades. O esplendor do seu sermão arrebatou os corações dos ouvintes e o meu. Deixou-me perplexo a fusão perfeita das palavras e da beleza da igreja. O fulgor da voz que falava do púlpito preencheu-nos a alma, assim como os floreados e dourados preenchiam as paredes. A humanidade do pregador assemelhava-se à dos rostos dos anjos que figuravam nas capelas. Todo o ambiente barroco que nos rodeava se unia incomparavelmente ao que ouvíamos. É assim impossível encontrar qualquer calúnia no meio de tal esplendor. Peço que retirem as acusações feitas ao Padre António Vieira pois se de alguma coisa ele é culpado é de dizer a verdade e de tocar os corações dos homens.

Margarida Gomes da Silva, 11º A

Sujeito composto: brincar com a língua


O senhor sujeito composto
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                O senhor sujeito composto e a sua gabardina saíram de casa num belo dia de chuva. A porta foi fechada e o chapéu-de-chuva foi aberto enquanto o senhor composto passeava pelas ruas estreitas e alagadas da sua cidade. As pingas ao caírem faziam chap e chop, chap e chop sem pararem. O senhor composto e a sua gabardina andavam de rua em rua, de passeio em passeio e de estrada em estrada, de um lado para o outro. A uma certa altura o senhor composto com o seu chapéu na mão olharam para os seus pés e repararam que a estrada e o passeio não eram cinzentos, mas azuis, não era a estrada nem o passeio de certeza. Mas então sobre o que é que estaria a andar? Sobre o céu e as nuvens. O senhor composto, a sua gabardina e o seu chapéu-de-chuva estavam a passear sobre as nuvens. Mas porquê sobre as nuvens e o céu? Era sobre as nuvens e sob o céu porque o mundo estava virado de pernas para o ar.

Joana Courela, 11º A

Brincar com a língua


Aférese
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‘’Tá Calada!’, grita ela em pleno autocarro, fazendo a sua voz sobrepor-se a todas as outras que murmuram e até à do senhor do bigode farfalhudo que insiste em ligar aos seus amigos e falar-lhes aos berros.
Ela, uma jovem com os seus quinze anos, é a mulher de amanhã, aprecia, pelos vistos, comer sílabas. Pergunto-me o que fez ao resto do “está” porque ali é que não “tá”.
Assistimos aqui então a um processo chamado Aférese no qual um segmento deixa de ser articulado no início da palavra.
Assim sendo, e seguindo a lógica do acordo ortográfico será que, daqui a uns anos, quando aquela jovem de hoje, for a mulher de amanha, o nosso ver “estar”, passará a ser conjugado “tar”?
(talvez…)

Tomás Neves 11ºA nº25

Improvisação


A Riqueza
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A  riqueza pode ser manifestada de duas formas: riqueza material e riqueza espiritual, porque o que todo o homem procura é essa riqueza espiritual, apenas alguns a confundem com a riqueza material. Esta riqueza espiritual é a constante vontade descobridora humana, pois é essa vontade que nos faz seguir em frente, é essa vontade que nos faz lutar e perceber o quanto a vida é valiosa e é devido a esta vontade insaciável que nunca nos tornaremos verdadeiramente completos, se não, quando acontecesse isso, morreríamos, pois deixávamos de ter aquilo que nos torna humanos. 

Diogo Dias. 11º A

Texto argumentativo


“É tão cómodo que os outros façam as coisas por nós”
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Deixar de pensar, raciocinar, tomar decisões, para quê? Outros podem tomá-las por mim. Mas será que ...
Se todas essas decisões, raciocínios e pensamentos forem executados por outros, o que provirá desses pensamentos e decisões será devido a eles, por direito, deles, e assim, o que restará para nós? A execução da teoria? Tornar-nos-emos meras máquinas sofisticadas, em que nos dizem o que fazer, e nós simplesmente executamos.
Que orgulho, felicidade ou proveito pode uma simples máquina retirar de algo que não é dela?
“É tão cómodo que os outros façam as coisas por nós”... 
Será que é cómodo?, como podemos nós sentir comodidade de algo que não é nosso? Surge então a questão: O que é nosso? Nada! Nada temos, nada somos e de nada somos feitos e por isso ser cómodo não é possível, porque todo aquele que é menor, não o é, pois é simplesmente nada e o nada, nada sente, inclusive comodidade .

Diogo Dias, 11º A

Brincar com a língua


Texto sobre o sujeito composto
 http://www.coladaweb.com/files/arte-contemporanea.JPG

Mais alto se sobe, de mais alto se cai

O senhor sujeito composto e o predicado discutiam a sua importância na pequena frase em que estavam inseridos, o sujeito composto e o predicado argumentavam e contra argumentavam a sua grande importância e o sentido que davam à descrição do pequeno livro de histórias. A escritora e a sua inteligência iam construindo a narrativa enquanto o sujeito composto e o predicado continuavam aos gritos.
A gritaria e a barafunda criadas pelas duas partes da frase eram irritantes para os pequenos ouvidos da escritora. O sujeito e o predicado eram ouvidos por todo o texto escrito, o sujeito composto e o complemento indireto de um lado, contra o predicado e o complemento direto  do outro.
A escritora e a seu cérebro, enfurecidos pelos insultos do predicado e do sujeito, decidiram que preferiam não ter nenhum deles a ter aquela berraria infernal que estava naquele momento a destruir toda a elegância da pequena narrativa.
Aquele senhor sujeito composto e o elegante predicado acabaram apagados da existência, ele e ele quiseram subir tão alto que a queda foi demais para ambos.

Diogo Dias, 11º A