domingo, 18 de novembro de 2012

Oralidade



Leitura, Dissertação e Improvisação

Leitura
“Dentro dele cabe Tudo”

Era um Homem em que tudo cabia dentro de si.
Ele não via o mundo, ele consumia-o
Ele não usava meras palavras, ele construía-as,
Enquanto os outros perseguiam as suas vidas, ele procurava novos trilhos para a sua.

Dentro dele cabia Tudo.
As ruas, a cidade, o Mundo.

Até que um dia já não cabia nada,
Saiu tudo cá para fora.
O Homem começou a escrever
Criou palavras, criou frases, criou textos
Criou Tudo


Dissertação

O texto apresentado foi escrito no seguimento de uma frase dita pela professora durante a aula. A frase dita que deu início e asas a este texto foi “Dentro dele cabe Tudo”. Esta frase veio a propósito de quando mencionados os diferentes estilos em que Fernando Pessoa conseguia elaborar os seus textos. Podemos quase dizer que Fernando Pessoa se desmultiplicava em diferentes estilos. Não há como negar que dentro dele cabia tudo!
Porquê a escolha deste texto para a apresentação? Primeiro, porque desde sempre, mesmo antes de nos debruçarmos numa análise mais profunda sobre o trabalho de Fernando Pessoa, admirava o seu trabalho. A sua escrita de uma maneira ou de outra sempre conseguia dizer‑me qualquer coisa – tocar-me.
Depois, porque este texto representa a relação que tenho com o meu diário neste momento. Olho para os diários do ano passado onde existia ao princípio uma certa resistência à temática aula/vida e reparo que neste existe de facto uma maior aceitação desse fator.
Deixou de ser uma limitação, começou a ser uma diretriz que guia o mundo para qual escrevo.
Exatamente como quando estamos a desenhar com o modelo/referência à frente, está tudo ali. Cabe a nós apropriarmo-nos do que já existe e criar.

Improvisação
Se o Tudo e o Nada fossem peças de Lego, o que conseguiria construir?

Se o tudo e o nada fossem peças de lego, eu provavelmente iria conseguir construir exatamente – nada.
Porquê? Ora, porque o tudo e nada são como aquelas peças de lego que não encaixam, mas à nossa vista parece que foram feitas mesmo para encaixar uma na outra.
Como as peças de puzzle que temos a certeza que faltam ali, naquela parte do puzzle e forçamo-las a encaixar, até que acabamos por aceitar que de facto não encaixam.
O tudo e o nada são como aquelas peças dos legos grandes com que costumamos brincar quando somos pequenos. Quando somos pequenos não nos importa se as peças encaixam ou não, simplesmente pressionamos e pressionamos mais um bocadinho. Acabamos por não construir nada e deixamo-nos de construções.
O tudo e o nada são peças de lego tão diferentes e tão iguais. São aquelas peças de lego que não encaixam, mas têm, por exemplo, a mesma cor ou a mesma forma. É por isso que não se pode construir nada com elas, porque são precisamente iguais e como tal, não encaixam.

Inês Gomes nº13 12ºD

Oralidade



Dissertação
OS PONTOS FINAIS.
Os pontos finais, para mim, revendo também nesta ideia, Saramago, guardam uma carga simbólica mais pesada do que aquilo que normalmente é associada a esta pontuação. Os pontos finais são utilizados para terminar uma frase e dar seguimento a outra ideia. Sendo possuidores de uma elevada carga simbólica, apenas devem ser utilizados quando temos a certeza que se podem fechar uma ideia, pois uma vez utilizados, não poderão ser retirados. São tão poucas as certezas que temos, que apenas em algumas ocasiões poderíamos usar um ponto final.

IMPROVISAÇÃO
Se pudesse inventar um novo ponto de acentuação, seria um ponto que antecipasse a acentuação pretendida de uma frase. Por vezes, principalmente na escrita, a acentuação daquilo que dizemos não é compreendida, este ponto, teria então, a função de dar a conhecer antes de transmitirmos a ideia, a acentuação correcta. 

Elsa

Treino de oralidade


Leitura
        Saramago? Porquê Saramago agora? Em cada aula, cada palavra vinda daquela mulher delicada, de cabelos brilhantes e robustos, com uma voz suave que faz com que a articulação de cada palavra seja uma onda de som que nos entra no ouvido e nos acalma.
         O velho senhor até é bastante culto, mas utiliza palavras de um nível elevado que me faz contorcer o cérebro e até que tenho cãibras.
         Mas até lhe agradeço senhor Saramago, por me fazer ler cada página sua 3 vezes, para entender o 1º e 2º parágrafos.

Dissertação 1 minuto

Decidi escrever este texto, após ter ouvido um excerto na aula, e depois de o ter começado a ler em casa. E tudo isto, porque ao ter ouvido e lido não consegui perceber à primeira a escrita deste senhor. Enquanto estava a ler em casa, reparei que para entender cada página dele tinha de ler pelo menos 3 vezes.
         Mas na minha opinião, a escrita de José Saramago é muita boa e penso que até revolucionou o modo como escreve e criou uma nova escrita e uma nova forma de ler, da qual eu não gosto muito, mas respeito claramente.



 Improvisação 1 minuto
O aspeto de um cérebro contorcido:

        O aspeto de um cérebro contorcido, é aquele cérebro que acumulou imensas palavras de felicidade e ao mesmo tempo de ódio. O cérebro contorce-se, devido ao pouco espaço que nós temos para enormes palavras.
         O meu cérebro, quando estou irritada com alguém, contorce-se porque estou farta de ouvir essa pessoa, e então, para não deitar cá para fora aquilo que estou a pensar dela, ou até mesmo coisas que ela não quererá, de certa forma, ouvir, fica tudo fechado e tudo apertado dentro da minha cabeça.





Sofia Leal nº22 / 12ºA

sábado, 17 de novembro de 2012

MATRIZ DO TESTE

... sobre Os Lusíadas e Mensagem:

Estrutura:
I
Passagem de Os Lusíadas ou de Mensagem: análise estilística e de conteúdo (100 pontos)
II
. Identificação das afirmações verdadeiras a propósito de texto dado
 (50 pontos)
III
Desenvolvimento de um tema, entre vários à escolha, sobre Os Lusíadas e/ou Mensagem (50 pontos)


Objectivos:
Analisar, reescrever, identificar afirmações verdadeiras, relacionar afirmações, identificar e situar partes, expressar opiniões, expor, dissertar, relacionar.

Conteúdos:
Pontos de contacto e distanciação entre Os Lusíadas e Mensagem quanto ao conteúdo e à forma
Classicismo, Renascimento e Humanismo
História, mitologia, simbolismo, nacionalismo, messianismo, sebastianismo(s) e V Império
Lírica, narrativa, épica, anti-épica
Estrutura externa e interna das duas obras
Modos e tempos verbais
Verbos principais, auxiliares, copulativos
Análise das funções sintáticas (complementos, vocativo, aposto, sujeito...)
Tipos das orações coordenadas e subordinadas
Relações temporais entre frases
Atos ilocutórios
Adjetivos
Pronomes 
Coesão textual (frásica, lexical, interfrásica, temporal)
Conectores
Arcaísmos semânticos, fonéticos e lexicais.
Fenómenos fonéticos
Figuras de estilo e processos estilísticos: metáfora, comparação, hipérbole, enumeração, perífrase, anástrofe, hipérbato, antonomásia, metonímia, sinédoque, apóstrofe, anáfora, animismo, personificação, comparação, enumeração, eufemismo, exclamação, hipálage, interrogação retórica, ironia, antítese, paradoxo, perífrase, repetição, quiasmo, sinestesia)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

NORMAS PARA O BOM FUNCIONAMENTO DA VISITA


- Como movimenta muitos alunos e muitos espaços, é indispensável que os alunos não se dispersem e se concentrem, em cada cada espaço, junto do grupo responsável e em silêncio.
- os alunos devem tomar notas, em cada sítio, sobre:
. características e importância do espaço, textos lidos (título, autor), um excerto que lhes tenha chamado a atenção e impressões pessoais.
- No relatório posterior à visita (que é individual) cada aluno deve incluir, para além dos aspetos acima designados, os textos que o seu grupo apresentou.
 No final do relatório, uma apreciação crítica à visita feita por um autor à escolha: Pessoa ou heterónimo, Saramago ou Camões.
- Os textos a ler devem ser curtos, a fim de não prolongar excessivamente a visita. Pode haver, como alguns sugeriram, algo parecido com uma encenação ou dramatização, mas o importante é que a leitura seja preparada, soe fluida e a voz projetada.
- Será recomendável que haja uma espécie de estandarte ou bandeira "localizadora" (quem se encarrega?) que vai passando de grupo em grupo e que os responsáveis por cada espaço se adiantem ao resto com esse estandarte para serem vistos e seguidos e se coloquem num sítio onde sejam bem ouvidos por todos.
- Seria muito aconselhável que, em caso de dúvida, passassem previamente pelo espaço para localizar os sítios para onde vão encaminhar os colegas e onde vão colocar-se, para que não haja hesitações com as consequentes demoras.
Posto isto, resta-me desejar-vos(-nos) :-)  uma boa visita e até sexta ou terça, consoante for o caso!

Objetivos da visita à Baixa de Pessoa

                                                      Fernando Pessoa, Por Almada Negreiros

Objetivos:

- Situar Fernando Pessoa, vida e obra, na cidade.
- Reavivar a poesia de Pessoa no seu contexto espacial e temporal
- Descobrir os vestígios de uma geração notável (Modernismo)
- Encontrar alguns ecos de variados e sucessivos tempos nos mesmos espaços
- Procurar os passos e a voz de Camões e Pessoa em coro a duas vozes numa Lisboa-varanda para a aventura épica passada (Descobrimentos) e futura (V Império)
- Juntar a esses passos, os de Saramago e suas personagens do Memorial do Convento pela Baixa Lisboeta do tempo de D. João V

Local: espaços diversos na Baixa de Lisboa

A ideia é preparar os alunos para, independentemente de informação que possa ser-lhes fornecida em cada espaço, também eles participarem de forma ativa através de grupos por cada espaço, onde lerão curtos excertos de textos dos autores, previamente preparados. E recolherão informação, porque  posteriormente à visita terão também um trabalho, na sequência: participação ativa dos alunos antes, durante e depois da visita.

ROTEIRO PESSOANO temperado com com Camões e Saramago




VISITA DE ESTUDO SOBRE FERNANDO PESSOA, CAMÕES E SARAMAGO à Baixa de Lisboa

Para além da sua atividade poética, Fernando Pessoa tinha de ganhar a vida, por isso trabalhou como tradutor em inúmeros despachantes da Baixa e também trabalhou para os bancos Totta e Banco de Portugal.

ROTEIRO PESSOANO com Camões e Saramago:

1. Café Brasileira, antiga Brasileira do Chiado, no Largo do Chiado, onde se juntava o grupo dos modernistas: ele, Almada, Mário de Sá Carneiro, Santa Rita Pintor...
Escultura de Lagoa Henriques (os seus objetos: café, bica, caneta e papel) Modernismo_ Amadeo, no norte e Orpheo no Sul
Aqui se encontrava com os modernistas, embora a partir de certa altura tenha deixado de subir à Brasileira; o Almada(1916-18), que vivia no largo dos Bombeiros, é que vinha aqui muitas vezes beber café. Pessoa, a partir de certa altura, passou a parar mais pelo Martinho e outros cafés da Baixa.


2. Miradouro de Stª Catarina:  "O Adamastor" (leituras do episódio de OS LUSÍADAS  e do poema "O Mostrengo" de Pessoa in MENSAGEM.

3.Largo de S. Carlos (as três primeiras janelas do 4º andar mesmo em frente ao teatro de S. Carlos) - aí nasceu a 13 de Junho de 1888 e aí viveu com a mãe e o pai, Joaquim de Seabra Pessoa, que, para além de funcionário público, era crítico de música no Diário de Notícias.


3a. Basílica dos Mártires - Onde foi batizado, em 21 de Julho de 1888
(Poema “Ó sinos da minha aldeia...) Séc XII, de inspiração bizantina (D. A. H.)

4. Largo Bordalo Pinheiro – no nº 31, 1º Andar do “Rei das Meias” era o Casino Lisbonense (jogos, conferências, colóquios); aqui se realizaram as CONFERÊNCIAS DO CASINO, já no tempo de Eça e Antero. No nº 4 funciona o Círculo Eça de Queirós (biblioteca, sala de convívio, local de estudos queirosianos (abre à tarde).

5. Largo do Carmo - nº 18, 1º andar, terceira janela, quarto cor-de-rosa. Foi quando deixou a Universidade e esteve aqui “a empanturrar-se de livros”. Aí viveu dos 20 aos 24.
Aqui nasceu a ideia da MENSAGEM, inspirado no Convento do Carmo, mandado construir por D. Nuno Álvares Pereira.
D Nuno é um dos heróis da Mensagem, tal como o Pe António Vieira e D. Sebastião.
Planificou o livro segundo a filosofia de Joaquin de Fiori: Idade do Pai, do Filho, do Espírito Santo e do Quinto Império.

6. Rua Primeiro de Dezembro — Restaurantes Leão Pobre e Leão D’Ouro, nos nºs 103 a 107

7. Estação do Rossio - azulejos de Lima de Freitas muito relacionados com o V Império da Mensagem.
Aqui vinha esperar Mário de Sá-Carneiro, de regresso de Paris.

8. Largo D. João da Câmara - havia aqui dois cafés frequentados por FP: O Martinho original (até 1969), contemporâneo do Passeio Público, onde é agora o BPI; e o Suíço, onde é a CGD, tendo-se realizado no primeiro inúmeras reuniões do grupo de Orpheu. Tinha uma montra enorme em vidro com um cortinado a meio acima do qual se viam as cartolas (daí chamar-se o café das cartolas).
FP frequentava muito estes cafés com o poeta Carlos Queirós, familiar de Ofélia Queirós, que vivia por cima do café da Gare, no 2º andar.
Carlos Queirós ficava até à hora de jantar (quando via acender as luzes da sala de jantar) e FP depois ia até ao Martinho da Arcada.
Talvez se tivesse inspirado na figura de D. Sebastião com a espada da Ordem de Cristo e de Santiago (estátua entre as duas portas), o drama da chegada e da partida.

9. Rossio - Vários cafés frequentados por FP:
- Café Portugal, nº 54 e 55 (agora Casa das Luvas)
- Café Gelo, nº 67 (agora remodelado)
- A Brasileira do Rossio, nº 51 a 53 – inaugurada em 1911 e encerrada em 1960, foi referida frequentemente por FP em cartas à Tia Anica, a Mário de Sá-Carneiro e em apontamentos pessoais.
- Botequim das Parras, nº 27 e 29 (onde Pessoa e outros escritores formaram importantes tertúlias e grandes discussões literárias; no interior do Café, a que chamavam o - Aguilheiro dos Sábios)
- Café do Bocage, nº 24 e 25 (agora Café Nicola)
- Restaurante Irmãos Unidos, nº 111 e 112 (desde 1970, Camisaria Moderna), que pertencia à família de um médico galego muito culto, Alfredo Segurado, que pediu em 1954 a Almada para fazer o retrato de FP por 3000$00, exposto a partir de 1956; depois fez outro que foi para a Gulbenkian, estando o dos Irmãos Unidos na Biblioteca da Casa Fernando Pessoa, depois de ser adquirido em leilão, por Jorge de Brito, por um valor elevadíssimo para a época, e doado
em Julho do mesmo ano à Câmara Municipal de Lisboa.
FP reunia-se neste café com Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros, António Ferro, Armando Côrtes-Rodrigues, Luiz de Montalvor, José Pacheko e o próprio Alfredo Segurado.

9a. Praça da Figueira, vista do castelo

10. “A Licorista”, tendinha de ginjinhas, como, nos Restauradores, o Palladium, na esquina do elevador da Glória; FP era um frequentador destas duas. A aguardente e o absinto eram as preferidas de FP. Há também a Tendinha do Rossio, no nº 6, inaugurada em 1840.

11. Trabalhou em quase todos os escritórios da baixa, como tradutor ou como guarda-livros. Na Rua Augusta, n.º 228-1.º, entre 1934 e 1935, trabalhou nesta morada, na Casa Serras (E.
Dias Serras, Lda., Importação – Representações).

12. R. da Assunção, º 42, 2º - escritório onde conheceu Ofélia, em 1919, era a sede da firma Félix, Valladas & Freitas, Ld.ª. No 2.º situava-se a sede da editora Olisipo dirigida por FP e pelo seu primo Mário Nogueira de Freitas, entre 1920 e 1923, e onde publicou os seus English Poems I e II e English Poems III. No nº 109 localizava-se um escritório onde também trabalhou. No gaveto com a Rua do Arco da Bandeira (Rua dos Sapateiros) — Café Montanha (inaugura-do em 1864, encerrou em 1952), que FP também frequentou, aos fins-de-semana, até aos anos 30

13. Rua da Victória, n.º 53-2.º Esqº. Durante a década de 20, FP frequentava os escritórios de Frederico Ferreira & Ávila, Ld.ª

14. Rua do Ouro, nº 87, 2º - Aí existiu, entre 1917 e 1918, a firma de “Comissões e Consignações” de FP, Geraldo Coelho e Augusto Ferreira Gomes, firma de que foi sócio nesse período.

15. R. de S. Julião, nº 101, nº 52 e nº 4 - escritórios onde trabalhou

- Rua da Conceição, casa de Mário de Sá Carneiro (número a identificar)

16. Praça do Comércio - Martinho da Arcada - foi o primeiro café de Lisboa, chamava-se “Casa Da Neve” e depois Café da Arcada. A neve vinha pelo Tejo embrulhada em palha.
Também se vendiam aqui bilhetes para as tipóias para Sintra. Era um poiso de intelectuais e artistas. FP jantava sempre aqui. Dentro do café estão preservadas a mesa de Pessoa e a mesa de Saramago.
A Associação Fernando Pessoa realiza aqui encontros regulares.

16a. CAIS das colunas

16b. "Casa dos Diamantes"

17. Rua da Prata, - escritórios onde trabalhou: no n.º 267-1.º Dtº, foi correspondente no escritório Lavado, Pinto & C.ª Lda., entre 1913 e 1915. No 1.º andar do n.º 71 existiam os escritórios da joalharia Moitinho, onde FP trabalhou de 1924 a 1935.

18. Rua dos Fanqueiros, n.º 44-1.º Aqui, nos escritórios da firma Palhares, Almeida & Silva, Lda., FP escreveu alguns excertos do Livro do Desassossego. Na Abel Pereira da Fonseca, onde foi tirada a célebre fotografia de Pessoa, de pé ao balcão, a beber um copo de vinho e na qual escreveu, com humor, a célebre dedicatória a Ophélia Queiroz, em “flagrante delitro”.

19. Rua dos Douradores, Nº 186-190 — Restaurante Antiga Casa Pessoa, onde o poeta almoçava frequentemente em 1913.

20. Igreja de São Domingos: o espaço religioso dos Dominicanos (os "domini cani", como lhes chamavam), pelo seu papel preponderante na Inquisição.


MENSAGEM: Stª Catarina, largo do Carmo, estação do Rossio (painéis e porta principal)

MEMORIAL:
- Palácio Real
- Terreiro do Paço
- açougues
- Rossio
- Convento da Cotovia
- Postigo de S. Roque
- ruas de Lisboa
- a outra margem
- Ribeira
- cais
- mercado do peixe
- muralhas do castelo
- Casa dos Diamantes
- outros...

CAMÕES:
Miradouro, Estação do Rossio (porta principal), cais, outros...

São ainda de referir os seguintes espaços, onde não iremos pelas razões que se compreendem, mas que os alunos poderão procurar, explorar, conhecer, investigar, visitar, registar, fazer reviver, mostrar, dar a ver:
- Rua Carlos Mardel, 184, 3º
- Rua D. Carlos (hoje avenida), 109
- Rua de S. Bento, 19, 2º
- Rua da Bela Vista à Lapa, 17, 1º
- Rua Passos Manuel, 124, 3º esq
- Rua Pascoal de Melo, 119, 3º dtº
- Rua D. EStefânia, 127, r/ch dtº
- Rua Almirante Barroso, 12 (quarto contíguo à Leitaria Alentejana, hoje cervejaria)
- Rua Bernardim Ribeiro, nº 11, 1º
- Rua Coelho da Rocha, 16, 1º dtº, a Campo de Ourique, hoje Casa Fernando Pessoa
- Hospital de S. Luiz dos Franceses, Rua Luz Soriano, 182 (onde deu entrada a 28 de novembro e onde faleceu a 30)
- Claustro do Mosteiro dos Jerónimos, onde está o seu túmulo monumento.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Visita de estudo à Baixa de Pessoa

Objetivos:

- Situar Fernando Pessoa, vida e obra, na cidade.
- Reavivar a poesia de Pessoa no seu contexto espacial e temporal
- Descobrir os vestígios de uma geração notável (Modernismo)
- Encontrar alguns ecos de variados e sucessivos tempos nos mesmos espaços
- Procurar os passos e a voz de Camões e Pessoa em coro a duas vozes numa Lisboa-varanda para a aventura épica passada (Descobrimentos) e futura (V Império)
- Juntar a esses passos, os de Saramago e suas personagens do Memorial do Convento pela Baixa Lisboeta do tempo de D. João V

Local: espaços diversos na Baixa de Lisboa

A ideia é preparar os alunos para, independentemente de informação que possa ser-lhes fornecida em cada espaço, também eles participarem de forma ativa, através de grupos, por cada espaço, onde apresentarão sumariamente o espaço respetivo e lerão curtos excertos de textos dos autores, previamente preparados. E recolherão informação, porque  posteriormente à visita terão também um trabalho, na sequência: participação ativa dos alunos antes, durante e depois da visita.


Aspetos a observar:

- Preparação da visita (na aula e não só)
- Participação ativa no espaço que lhes foi distribuído
- Atitude geral atenta e participativa durante a visita
- Recolha de informação sobre os vários espaços
- Elaboração de um relatório

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A propósito de próxima vista de estudo, um contributo:

A Casa dos Bicos salienta-se no conjunto patrimonial da capital, pelo facto de ser um dos poucos exemplares com reminiscências da arquitectura quinhentista, mas também por constituir um núcleo arqueológico com vestígios milenares e evidenciar um momento da história do restauro e da reintegração espacial contemporâneo.

Foi mandada construir por Afonso de Albuquerque, filho, entre 1521 e 1523, que transformou as estruturas quatrocentistas, às “Portas do Mar”, num prédio de quatro pisos, dois superiores e dois inseridos no declive da colina.

Apesar de exígua, quando comparada com os palácios vizinhos, a Casa dos Bicos marcou, desde sempre a fisionomia da cidade. A fachada Sul, voltada ao rio, com a malha de bico enxaquetada, foi citada por autores nacionais e estrangeiros e representada nas panorâmicas antigas de Lisboa, pelo que ficou conhecida também como Casa dos Diamantes.
 http://www.cm-lisboa.pt/?idc=170&idi=32271

Praça do Comércio - Terreiro do Paço

Também conhecida como Terreiro do Paço, a Praça do Comércio é uma das mais majestosas praças de Lisboa e do Mundo. Situada frente ao Rio Tejo, a Praça do Comércio parece querer fazer inveja à beleza do rio, à sua dimensão e cor hipnotizante.
Esta é uma das maiores Praças da Europa, com cerca de 36000m² (180m x 200m).
O seu nome “Terreiro do Paço” vem de outros tempos, quando albergava na ala ocidental, desde o século XVI, o Palácio dos Reis de Portugal, e a sua magnífica Biblioteca de mais de 70.000 volumes. Destruídos irremediavelmente no Terramoto de 1755, esta Praça tornou-se no elemento fundamental do plano do Marquês de Pombal, Ministro do Rei D. José I, que escolheu privilegiar e valorizar a classe comercial, financeira e burguesa que muito contribuiu para a reconstrução da Lisboa pós-terramoto, daí o nome de “Praça do Comércio“.
Durante séculos a Praça do Comércio foi a grande sala de recepção de Lisboa para quem vinha de barco, desfrutando de uma paisagem única do Rio e da cidade, situando-se aqui o Cais de desembarque de Reis e Chefes de Estado de visita ao País, sendo ainda visível a escadaria em mármore do Cais das Colunas que sai do Rio Tejo em direcção à Praça do Comércio.
A Praça, já delineada pelo plano Pombalino, é caracterizada pelos seus edifícios arqueados, pintados aquando a implantação da República em cor-de-rosa republicano, voltando recentemente à sua cor original amarela, sede de departamentos governamentais e de alguns restaurantes, encontrando-se aqui o café-restaurante mais antigo de Lisboa: o "Martinho da Arcada".
No centro geométrico da Praça, e virada para o rio, encontra-se a estátua equestre de D. José I, montado no seu cavalo Gentil, trabalho em bronze do afamado escultor Machado de Castro, erigida em 1775.
No lado norte da praça, encontra-se o Arco Triunfal da Rua Augusta, a entrada majestosa para a Baixa, pela graciosa Rua do Ouro, uma das principais áreas de comércio pedestre da baixa de Lisboa. O arco contem diversas figuras de prumo do País (Vasco da Gama, Marquês de Pombal, Nuno Álvares Pereira, entre outras) ladeadas pelas representações dos rios Tejo e Douro, com referências aos grandes valores e virtudes da Pátria, de frente para o Tejo, como que a abrir o caminho para o sentido universal do mundo.

http://www.guiadacidade.pt/pt/poi-praca-do-comercio-16393

Aula Aberta António Carlos Cortez

Aula Aberta aos alunos do 12º ano do curso de especialização em Realização Plástica do Espetáculo e aos alunos de Têxteis dos 11º e 12º anos. 

Esta aula será dada pelo professor e poeta António Carlos Cortez, no dia 8 de novembro, 5ª feira, entre as 13h e as 16h, na sala 301.

Será abordado o tema:

Texto, trama, tecido: artifício, arte, artífice – as relações entre a literatura e as artes.

Objetivos:

Compreender o estatuto do artista como artífice;
Motivar para o caráter investigativo das artes;
Relacionar a gramática textual com o tecido como gramática;
Aplicar técnicas de composição textual e artesanal.

Dada a importância desta temática e uma vez que a sala 301 só alberga 4 turmas, pede-se aos professores das turmas em questão que autorizem os alunos a assistir a esta Aula Aberta no período referido.

C. V. de António Carlos Cortez (n. 1976)

Licenciado em Língua e Literaturas Modernas, prepara o doutoramento em Literatura Portuguesa Contemporânea e é professor de Literatura Portuguesa e de Português no Colégio Moderno, em Lisboa.

Poeta, crítico e ensaísta, escreveu Ritos de Passagem, 1999; Um Barco no Rio, 2002; A Sombra no Limite, 2004; À Flor da Pele, 2008, Depois de Dezembro, 2010 – com esta última obra recebeu, em 2011, o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores/ RTP para o melhor livro de poesia de 2010 – e Linha de fogo, 2012.

Algumas das suas obras estão traduzidas para italiano, castelhano e inglês.

Em 2005, publicou Nos Passos da Poesia – A Pedagogia do Texto Lírico.

Enquanto crítico é colaborador permanente do Jornal de Letras e de revistas de especialidade como Colóquio-Letras (Fundação Calouste Gulbenkian), e Relâmpago (Fundação Luís Miguel Nava).