sábado, 17 de março de 2012

Improvisação


A Riqueza
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A  riqueza pode ser manifestada de duas formas: riqueza material e riqueza espiritual, porque o que todo o homem procura é essa riqueza espiritual, apenas alguns a confundem com a riqueza material. Esta riqueza espiritual é a constante vontade descobridora humana, pois é essa vontade que nos faz seguir em frente, é essa vontade que nos faz lutar e perceber o quanto a vida é valiosa e é devido a esta vontade insaciável que nunca nos tornaremos verdadeiramente completos, se não, quando acontecesse isso, morreríamos, pois deixávamos de ter aquilo que nos torna humanos. 

Diogo Dias. 11º A

Texto argumentativo


“É tão cómodo que os outros façam as coisas por nós”
 http://www.ppow.com.br/portal/wp-content/uploads/2009/09/fromanger.jpg
Deixar de pensar, raciocinar, tomar decisões, para quê? Outros podem tomá-las por mim. Mas será que ...
Se todas essas decisões, raciocínios e pensamentos forem executados por outros, o que provirá desses pensamentos e decisões será devido a eles, por direito, deles, e assim, o que restará para nós? A execução da teoria? Tornar-nos-emos meras máquinas sofisticadas, em que nos dizem o que fazer, e nós simplesmente executamos.
Que orgulho, felicidade ou proveito pode uma simples máquina retirar de algo que não é dela?
“É tão cómodo que os outros façam as coisas por nós”... 
Será que é cómodo?, como podemos nós sentir comodidade de algo que não é nosso? Surge então a questão: O que é nosso? Nada! Nada temos, nada somos e de nada somos feitos e por isso ser cómodo não é possível, porque todo aquele que é menor, não o é, pois é simplesmente nada e o nada, nada sente, inclusive comodidade .

Diogo Dias, 11º A

Brincar com a língua


Texto sobre o sujeito composto
 http://www.coladaweb.com/files/arte-contemporanea.JPG

Mais alto se sobe, de mais alto se cai

O senhor sujeito composto e o predicado discutiam a sua importância na pequena frase em que estavam inseridos, o sujeito composto e o predicado argumentavam e contra argumentavam a sua grande importância e o sentido que davam à descrição do pequeno livro de histórias. A escritora e a sua inteligência iam construindo a narrativa enquanto o sujeito composto e o predicado continuavam aos gritos.
A gritaria e a barafunda criadas pelas duas partes da frase eram irritantes para os pequenos ouvidos da escritora. O sujeito e o predicado eram ouvidos por todo o texto escrito, o sujeito composto e o complemento indireto de um lado, contra o predicado e o complemento direto  do outro.
A escritora e a seu cérebro, enfurecidos pelos insultos do predicado e do sujeito, decidiram que preferiam não ter nenhum deles a ter aquela berraria infernal que estava naquele momento a destruir toda a elegância da pequena narrativa.
Aquele senhor sujeito composto e o elegante predicado acabaram apagados da existência, ele e ele quiseram subir tão alto que a queda foi demais para ambos.

Diogo Dias, 11º A


Texto argumentativo


T.P.C.: Texto Argumentativo


“O que me preocupa não é grito dos violentos, mas o silêncio dos bons” Martin Luther King

Martin Luther King, foi líder de movimentos que lutavam pelo respeito dos direitos dos negros e o fim da discriminação racial nos EUA, organizando vários protestos pacíficos, conseguindo por fim mudar a situação dos negros no seu país. Uma das suas frases mais célebres é “O que me preocupa não é o grito dos violentos, mas o silêncio dos bons” proferida num dos seus discursos político-sociais que deixa que pensar e se aplica ao dia-a-dia de qualquer pessoa.
Ora, de que adianta tanta bondade, paciência e honestidade dos bons se eles não divulgam isso e não lutam em favor de todo o grupo e das causas sociais e políticas? É isso que esta frase retrata, os maus podem tentar destruir, gritar, difamar, etc,..  isto é próprio deles, porque nada mais sabem fazer para construir, não conseguem projetar planos que beneficiem os outros, por isso optam pelo que é mais fácil: desdenhar, caluniar, difamar ou até mesmo matar.
Ainda assim existe algo pior: a convivência daqueles que tantas coisas boas podem fazer, mas preferem desistir de lutar e cruzam os braços diantes de tantas desgraças e situações conflituosas, acomodando-se nos seus mundos, nos seus egoísmos, o que os transformará em seres mais perversos do que aqueles ditos “maus”.
Por isso só temos duas soluções, ou os bons continuam calados enquanto o maus fazem o seu trabalho, ou nos revoltamos, falamos, discutimos,... acerca dos nossos direitos, como fez Martin Luther King pelos que eram consequentemente descriminados (só por terem uma cor diferente dos outros), pelo respeito dos direitos humanos, pelo seu país. Porque não é a ficar de braços cruzados que se resolvem as coisas – é a lutar.

Raquel Robalo, 11º A

ìndios e colonos

Pensamento do colono 
A diferença não é aceite aqui entre nós, homens brancos. Os negros e os peles-vermelhas não são como nós, portanto não poderão ter a nossa riqueza.
Padre António Vieira não tem razão no que prega, pois a sua mentalidade afasta-se do "normal", e o normal é ser um homem branco e não aceitar outro tipo de animais racionais. 
Nós somos os reis da terra e o resto são escravos : aqueles que nascem para nos servir, vivem para nos servir e morrem por nós.
Um pregador branco que prega aos animais não é um de nós, e por isso terá de escolher ou volta a ser quem sempre foi ou para sempre será um estranho. 
Eu sou um simples homem que luta pelo que a Natureza lhe deu: a inteligência de onde provêm a riqueza e o poder. 
Nós não discriminamos ninguém, simplesmente fazemos justiça.

Pensamento do índio
A Natureza é um bem tão essencial , que todos os animais querem apoderar-se dela. As naves, os peixes, os animais terrestres fazem todos parte da grande força que invade as nossas vidas e está presente em todo o lado. Todos nós somos diferentes, todos nós nascemos diferentes e cheios de força para viver. Se todos os seres são livres, por que razão nós não o podemos ser? Quem são estes homens e porque querem roubar-nos a liberdade? Não somos iguais de maneira nenhuma, mas somos vivos e queremos viver a vida a nossa maneira. Não iremos aceitar as suas regras, pois eles também não aceitam as nossas. Mais vale morrer do que ser quem não somos. 
 
Victorya, 11º A

Práticas de oralidade


Leitura expressiva:


"O Natal especial do Rapaz Nódoa"
Pelo Natal, o Rapaz Nódoa
recebeu um fato novo:
todo limpo e asseado, confortável e engomado.
Mas às duas por três,
brotando copiosas,
aquelas nódoas oleosas
apareceram outra vez.
Tim Burton


"O Rapaz Nódoa"
De todos os super-heróis,
o mais estranho desta vida
não tem poderes especiais
nem guia um carro de corrida.

Ao lado do Homem Aranha
se calhar tem pouca manha.
Mas para mim é bestial:
O Rapaz Nódoa é o tal.

Não sobrevoa arranha-céus,
nem ultrapassa um comboio.
O único talento que é seu
é deixar uma nódoa de óleo.

Sei que às vezes o incomoda
não saber correr nem voar,
mas a sua grande arrelia
é a conta da lavandaria.

"O Natal especial do Rapaz Nódoa"
Pelo Natal, o Rapaz Nódoa
recebeu um fato novo:
todo limpo e asseado, confortável e engomado.
Mas às duas por três,
brotando copiosas,
aquelas nódoas oleosas
apareceram outra vez.
Tim Burton

Improvisação:
"As Nódoas do Ouro"
O ouro tem nódoas que o caracterizam. Cada pedaço de ouro tem as suas nódoas únicas e especiais. Nós também temos as nossas manchas,então, quando trabalhamos com ouro e outros materiais acabamos por marcá-los com as nossas manchas também. Por vezes não nos apercebemos disso e só vemos as manchas que eles nos fazem, que são no fundo reações químicas entre a nossa pele e o metal. Ou seja, acabamos por marcá-los e eles a nós. Nós marcamo-los, torcendo, cortando, deformando e soldando-os;deixando assim a nossa marca. Mas neste processo, eles acabam por marcar-nos também. Quando serramos, a limalha cai para cima das nossas mãos; quando ficamos muito tempo a segurá-los, a nossa pele fica azulada, como acontece quando trabalhamos com cobre; mas acima de tudo, marcam-nos emocionalmente, pois ficamos orgulhosos de ver as nossas obras acabadas e bonitas, sabendo que fomos NÓS que as fizemos e criámos.

Inês Duarte, 11º D

As férias do Sujeito composto



  O Sujeito e a Composta  casaram no início deste ano. Depois do casamento, o noivo e a noiva decidiram planear umas férias de sonho. Os seus amigos e familiares aconselhavam-nos a ir para um destino exótico e, assim, resolveram escolher uma ilha que fica no oceano Pacífico, que se chama Ilha das Funções Sintáticas.
  O Sujeito e a sua noiva foram para férias no mês de Abril, e ficaram encantados com a beleza da natureza, com as cores vivas da paisagem e com a luz. O mar e o céu mudam de cor consoante a hora do dia. As palmeiras e os outros árvores eram altas e muito verdes.
  Os complementos e os predicados são habitantes da ilha.
Eram simpáticos e falavam a língua da gramática.
  Todos os dias, o Sujeito e a Composta iam à praia para descansar, para apanhar o sol, beber sumo de papaia e comer os doces típicos do local. Um dia, o Sujeito e a Composta estavam a descansar ao sol como nos outros dias e de repente ouviram um grito. Eles e mais outras pessoas da praia olharam para o mar e viram um tubarão que se aproximava das pessoas que estavam a nadar. 
  O Sujeito e a Composta começaram a gritar como os outros. A polícia e o nadador salvador chegaram rapidamente e conseguiram  salvar as pessoas. Felizmente ninguém morreu por causa do ataque do tubarão, embora tivessem apanhado um grande susto.
  As férias do Sujeito e da Composta acabaram assim, eles ficaram encantados com as férias, exceto aquele pequeno episódio.

Peipei Wang, 11º E