domingo, 16 de outubro de 2011

Treino de oralidade




Poema (leitura)
O teu olhar

Passam no teu olhar nobres cortejos,
Frotas, pendões ao vento sobranceiros,
Lindos versos de antigos romanceiros,
Céus do Oriente, em brasa, como beijos,

Mares onde não cabem teus desejos;
Passam no teu olhar mundos inteiros,
Todo um povo de heróis e marinheiros,
Lanças nuas em rútilos lampejos;

Passam lendas e sonhos e milagres!
Passa a Índia, a visão do Infante em Sagres,
Em centelhas de crença e de certeza!

E ao sentir-se tão grande, ao ver-te assim,
Amor, julgo trazer dentro de mim
Um pedaço da terra portuguesa!

Florbela Espanca, do livro A mensageira das Violetas
Retirado do livro poético do 10º ano




Improvisação:

A vida das palavras
     Há palavras que têm vida própria, outras a quem alguém dá vida, como os escritores e poetas. As palavras que têm vida própria ganharam auto-estima, têm a sua própria vida, conseguiram sobreviver sem que alguém lhes desse alguma importância, às outras ainda os escritores lhes dão vida nos seus textos e algum significado quando as escrevem. Fazem com que elas se sintam iluminadas, vivas, e que estão ali por alguma razão.

Trabalho realizado por:
·        Ana Rita Pires; nº3; 11ºD

Processos fonológicos, brincar com a língua


Escrita Criativa: A lã


Uma “ fatia “ do funcionamento da língua, a que damos o nome de processos fonológicos decompõe-se em dois subtemas: inserção e supressão de segmentos. A primeira designação consiste em adicionar elementos no início, no meio ou no fim da palavra. A segunda, ao contrário da primeira, consiste em cortar elementos da mesma.
A supressão de segmentos sofre de alguns problemas graves, que se traduzem pelo desvanecimento de letras nas palavras, a que damos os seguintes nomes: aférese, síncope e apócope.
A lã sofreu uma transformação. Antes de ser lã, estava no corpo de um animal a que damos o nome de ovelha. Esta foi sofrendo um lento processo chamado síncope. Uma severa tosquia, a que nos fomos acostumando ao longo dos tempos. Finalmente, apareceu a lã que nós tão bem conhecemos e que faz parte do nosso quotidiano.
Antes, era uma coisa de que nós normalmente não gostávamos, associada ao sujo, como a lama. Depois sofreu uma e outra alteração, mas como foi muito bem cuidada, ficou transformada em laa. Por fim, um lindo pedaço de lã. Um “pedaço” que hoje em dia faz roupa e literatura.




Vanessa Correia Carvalho nº26 11ºE

Processoa fonológicos, brincar com a língua

 
De Amore a Amor
 
 


Amore é o principio da viagem de uma das palavras mais complexas que alguém alguma vez ouviu.

A - M - O - R - E. Tal "r" enrola-nos a língua , faz-nos sonhar acordados, puxa-nos de novo para a antiga Roma, onde o caloroso Latim era a língua mãe.

Durante séculos preencheu os corações de todos os homens. Tão atraente ao ser pronunciado, que logo ao início se perdeu a vista do fim. Um "e" cai, representado todos os pedaços quebrados de um caminho instável como só este poderoso destino consegue percorrer.

Tal como apócope, consegue tornar-se difícil de dizer, encrava... o pensamento cai-nos tal como as letras, a sua terminação quase que não consegue ser pronunciada.

Será que desapareceu? Ou simplesmente partiu?




Catarina Mauritti Granjo nº6 11ºD


Saúde perfeita


Apócope tem como significado uma cirurgia, sendo uma fratura ou cortadura com perda de substância, mas também pode significar a supressão de uma letra ou sílaba no final de uma palavra, o que aconteceu há muitos anos com a palavra saúde.
Quando pensamos na palavra saúde nunca a relacionamos com qualquer tipo de cirurgia, porque a cirurgia só é necessária quando a saúde está desgastada ou quando a pessoa quer ficar mais bonita e se submete a uma cirurgia plástica. A ironia é que ao longo dos anos a palavra saúde também sofreu uma cirurgia. Sim, é verdade, para facilitar a comunicação, a palavra saúde que em tempos teria sido “salutem”, submeteu-se aos utensílios de corte e injeções que tantos temem. As letras “L” e “M” desapareceram para sempre e o “T” deu gentilmente o seu lugar ao familiar “D”. Pelo que parece, a saúde é perfeccionista, pois apesar de fazer jus ao seu nome, não se importou com as consequências e submeteu-se a uma cirurgia plástica para ser melhor vista e falada por aqueles que a estudam.

Daniela Esteves, nº8, 11ºE

sábado, 15 de outubro de 2011

Processos fonológicos: brincar com a língua

Paragoge: ante - antes




Agora que o ser humano já está completo, dois membros superiores, dois membros inferiores, tronco, cabeça e, claro, inteligência, o antes já não interessa. Antes de nós , os “macacos” que andavam com quatro “patas” , não falavam, não pensavam e quase não viviam.
Uma grande evolução entre o agora e o antes, é como uma paragoge do homem, de ignorantes a mestres,  de uma rotina sem mudança aos dias todos diferentes.
Antes de mim, antes dos antepassados, antes e antes das mais antigas rochas e árvores apareceu o “ante” do antes. A paragoge da vida simplesmente consiste no começo da nossa era, quando o fim da terra obteve um novo inicio.

Viktoriya Moshnyaha Nº 26  11º A

Processos fonológicos



 "Opera", a Síncope
Sentas-te, guardas num silêncio profundo e num piscar de olhos surge o movimento das cortinas, desviando-se lentamente.
Aparece uma personagem e o silêncio distrai-se por um bater de palmas. No fundo do teu ouvido, ele vibra por um som que te faz arrepiar, um arrepio relaxante.Então, dás por ti no meio de um som monstruoso que se chama opera. 
O som não é nada, comparado ao som de um berbequim numa obra em tua casa, onde o ouves repetitivamente e o som é tão monstruoso que os teus ouvidos ficam surdos. Não, nada disso! Este som é de uma opera relaxante. Um som de um processo fonológico, uma síncope. Onde a palavra "opera" deu origem a outra: "obra". 
Eu questiono-me como um som tão relaxante e arrepiante pode ser substituído por um som irritante e insuportável de se ouvir que deixa os nossos ouvidos surdos, completamente entupidos. 
Mas no meio de tantas questões, a gramática não deixa de nos surpreender. Ainda haverá o dia em que todas as palavras terão o mesmo significado. 


Joana Almeida nº13 11ºE

Apresentação oral de Português

Leitura expressiva
Sem título
O autor, ao criar, está involuntariamente a dar parte de si… pequenas porções da alma condimentadas com o seu subconsciente largos esboços de sentimentos… ah!,magnífico!
E quando a obra é genuína,o seu criador fica totalmente obcecado. Entrega de mão beijada a sua impura alma contaminando a perfeita obra artística a ponto de ela ganhar vida e de ter de viver o resto das suas pinceladas com terebentina, olhada pelos mesmos olhos ao ponto de ficar tão gasta, tão seca, tão transparente, que desaparece.
Ah!, pobre pintor, agora sem a sua suposta realidade, vive como um criminoso a quem o povo não deve louvor. Entra em depressão e só se cura quando voltar a criar a obra genuína, esta que, como que num ciclo vicioso, vai ter o mesmo destino. 
Joana Costa



Apresentação do tema
O rosto
Quando criamos um texto sobre alguém, tal como quando desenhamos um retrato, temos dois grandes focos que são: as características físicas e as psicológicas.
“O prazer de viver reflecte-se no rosto” é uma frase de Ala Szeman, que vos transmito como exemplo do que são as características psicológicas, ou seja são todos os sentimentos esboçados no nosso rosto.
Ao longo de vários anos têm sido criados certos truques que nos ajudam a desenhar o rosto através das proporções. Pensando assim, todos nós seríamos iguais, mas não, são algumas pequenas diferenças faciais que nos atribuem características próprias, como por exemplo um olho mais aberto ou uma testa maior. Esta construção do nosso rosto a partir das proporções são as características físicas.


Apresentação do tema – improvisação
Rosto oculto
Olhar um rosto oculto é uma pessoa, que num olhar de atento e passageiro, vindo de fora, não consegue decifrar os seus sentimentos ou pensamentos. Normalmente, tende a ser uma pessoa reservada. Os motivos que levam a usufruir desse rosto oculto podem ser não crer suscitar noutra pessoa qualquer tipo de reação, ou por sentimento  de não agradar à pessoa, logo por vergonha, ou outro sentimento que não o ponha à vontade em relação a ser exposto. Assim, ele não se vai mostrar, vai ficar num rosto oculto. 


Aluna Joana Costa, nº 15, 11º E

A menina que odiava livros

 Espero que me perdoem... :-) eu sei que vocês já são mais crescidos e muitos já adoram ler, mas é delicioso, não resisti:

https://www.youtube.com/watch?v=geQl2cZxR7Q&feature=player_embedded#!

A propósito do Barroco e de interdisciplinaridade: Geometria de uma peça de Bach

https://www.youtube.com/watch?v=ipzR9bhei_o&feature=related

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Um jogo diferente

http://revistaescola.abril.com.br/swf/jogos/jogoLiteratura/


INFORMAÇÃO AOS MEDIA  -  ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ARTE OUTSIDER
Acaba de ser fundada a Associação Portuguesa de Arte Outsider, um verdadeiro acontecimento cultural, colmatando uma lacuna existente há muito no panorama das nossas artes plásticas.
Dos corpos sociais fazem parte Eduardo Nery, Vítor Freire, Raquel Henriques da Silva, Joana Vasconcelos, Helena de Freitas (Museu Paula Rego) e Alexandre Pomar, sendo desde já associados fundadores Simonetta Luz Afonso, Maria Filomena Mónica, Azevedo e Silva (Presidente da Sociedade Portuguesa de Arte-Terapia) os psiquiatras António Pacheco Palha e Adrian Gramary, e outras figuras de Lisboa e do Porto ligadas às artes plásticas, à arte-terapia, e à investigação neste domínio.
A Arte Outsider (Art Brut na designação francesa) não segue os padrões institucionalmente aceites, sendo criada por autores autodidatas, por vezes com perturbação psíquica. Em expansão noutros países mas quase desconhecida em Portugal, é uma arte inovadora e autêntica, que reflete o sentir profundo dos seus autores, e que influenciou no século XX movimentos como o surrealismo.
A Associação agora fundada (com contactos internacionais já estabelecidos), tem por finalidade divulgar o conceito desse tipo de arte, promover autores, salvaguardar obras (recorde-se o desaparecimento dos desenhos de alguns artistas outsider, como do famoso Jaime Fernandes), implementar levantamentos e estudos, criar um Atelier específico, entre outras.
Projeto empreendedor, abrangendo novos públicos, com repercussão no desenvolvimento do turismo cultural, a Associação também promete a realização de exposições de grande impacto, de artistas inéditos ou desconhecidos, e a luta pela continuidade e desenvolvimento do Museu do Hospital Miguel Bombarda, o único de Arte Outsider aberto na Península. A Associação pode ser contactada através do email aparteoutsider@hotmail.com.
 
ASSOCIAÇÃO  PORTUGUESA  DE  ARTE  OUTSIDER
ARTOUT – NIPC 509942946         aparteoutsider@hotmail.com
Finalidades
1.
A Associação entende como Arte Outsider a arte pouco ou não influenciada pela arte institucionalmente aceite, produzida geralmente por autores sem formação ou autodidatas, desligados, pelo seu isolamento ou atitude, dos circuitos culturais, em muitos casos artistas com perturbação mental ou afastados e não reconhecidos pela sociedade. A Arte Outsider constituíu uma componente relevante para o desenvolvimento das artes plásticas no século XX, além de ser precioso elemento da criatividade do espírito humano.
A Associação Portuguesa de Arte Outsider, embora assentando no conceito de Art Brut lançado por Jean Dubuffet, prossegue uma orientação mais alargada, sem abdicar da essência do conceito, segundo a tendência internacional verificada nas últimas décadas. A Associação poderá ainda apoiar a arte produzida por doentes mesmo que próxima da arte convencional, bem como a Arte Naive e a Arte Popular Contemporânea, em casos especiais, quando se imponha o reconhecimento da sua autenticidade e valor artístico.
2.
- Divulgação do conceito, valor e importância da Arte Outsider.
- Estudo, avaliação e investigação sobre autores, obras e coleções. Dado o habitual isolamento dos artistas outsider, promover a pesquisa e levantamento de autores e a inventariação de obras, em todo o território nacional.
- Salvaguarda de coleções e obras na posse de autores, particulares ou entidades, incluindo aconselhamento quanto ao seu acondicionamento e conservação.
- Divulgar, promover, dignificar e proteger os artistas outsider e suas obras, no país e no estrangeiro, através de exposições e conferências, e através dos media, incluindo a internet e a publicação impressa.
- Contribuir para a auto-estima dos autores e para o combate ao estigma das doenças neuro-psiquiátricas ou da exclusão social, não esquecendo o papel terapêutico da criação artística.
- Formação de um centro de documentação sobre Arte Outsider que reúna livros, publicações periódicas e outros elementos de estudo.
- Apoio directo à produção artística, mediante a constituição de um Ateliê de Arte Outsider, espaço onde os autores possam criar livremente, sem constrangimentos, e onde também possam obter material de artes plásticas.
- Intercâmbio com associações congéneres e com museus nacionais e estrangeiros que tenham vocação idêntica. Contacto e colaboração com especialistas estrangeiros no campo da Arte Outsider.



 PARA MAIS INFORMAÇÕES CONTACTAR A DIREÇÃO DA ASSOCIAÇÃO OU ALGUM DOS SEUS ELEMENTOS          933 207 951      933 207 951



DOC LIsboa

http://www.doclisboa.org/2011/

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Brincando com os processos fonológicos

   Apócope

É extraordinariamente interessante como esta pequena palavra – sonoramente filosófica – ou pelo menos detentora de um tal reconhecimento, é comandante de um dos povos celestes a que hoje damos o nome de "gramática" ou "funcionamento da língua". Chefe do compartimento final da palavra, proveniente de um grande dote latino, inserida num dos processos fonológicos que é a supressão de segmentos… coitada… por vezes até pronunciada em forma de cacarejo. Repitam “Apócope”. Experimentem e verão como falo verdade.
   É mãe de uma das palavras mais aterrorizadoras e respeitadas no mundo e arredores: “Salutem!” Porém, até esta caiu na armadilha dos preguiçosos pensadores e escritores governantes da língua do mundo que… é/ foi o latim. Vejam como reduziram no pensamento. Reduziram nas sílabas, nas consoantes e até nas vogais! Falta de “Saúde”, é o que é… Petiz, outra que não escapou às mãos avassaladoras dos comandantes sociais e linguísticos do mundo, que por fim caiu na desgraça da preguiça.
Gabriel Filipe Duarte Gonçalves
Nº10
11ºE
Oficina de escrita – Processos fonológicos, correcção.

Brincando com os processos fonológicos

Apócope

Já não sou desse tempo e duvido que alguém que ouça este desabafo remonte a esses tempos.
De qualquer forma, hoje ficarão a saber.
A mim? Ouçam, meus caros ouvintes, a mim quem me informou desta triste tragédia foi a minha querida avó, que julgo não ser também desse tempo. Talvez tenha sabido da notícia pela vizinha. Coscuvilheiras, que se há – de fazer?!
Bem, a notícia é exactamente esta: "amor" outrora foi "amore"! Agora que é grave, é!
Desde que o soube, que me assombra esta questão:
“O que aconteceu ao "e"?”
Tenho a certeza que a mesma pergunta vos atormenta agora! Preocupante situação! Decidi então perguntar à minha mãe, sim, porque isto de ouvir notícias de cuscas e ainda por cima de avós, não é de fiar! As avós são matreiras, é coisa da idade!
A minha mãe informou-me então que havia sido a apócope!
Isso a mim não me diz nada! O que é isso?
Após uma breve reflexão, descobri que os factos são os seguintes: antigamente "amor" escrevia-se com “e”, o que me levava a pensar que o “e” se tinha escapado. Pensei, pensei e sabem que mais? Não digam a ninguém (muito menos às cuscas) eu acho que o “e” se fartou de andar de mãos dadas com as outras letras. Coisa compreensível! Foi isso, foi! O “e” fartou-se desse amor e foi-se embora!
O que aos meus olhos aponta para uma simples conclusão! No tempo em que “amor” se escrevia com “e” apócope queria dizer – “divórcio”.

Inês Gomes, 11º D

Nas margens de Vieira: Leituras

"Aconteceu-me uma vez, numa encruzilhada, no meio do vaivém da multidão.
Parei e pestanejei: não percebia nada. Nada, nada mesmo: não percebia as razões das coisas, dos homens, era tudo sem sentido, absurdo. E pus-me a rir.
O estranho então para mim era que nunca tivesse dado por isso antes. E tivesse até esse momento aceitado tudo: semáforos, veículos, cartazes, fardas, monumentos, aquelas coisas todas afastadas do sentido do mundo, como se houvesse uma necessidade, uma consequência que as ligasse umas às outras.
Então o riso morreu-me na garganta, e corei de vergonha. Gesticulei, para chamar a atenção das pessoas que passavam e -- Parem um momento! -- gritei, -- há qualquer coisa mal! Está tudo errado! Só fazemos coisas absurdas! Este não pode ser o caminho certo. Aonde vamos parar assim?[...]"

"O Lampejo", in A Memória do Mundo. Italo Calvino


"PINTURA NA AREIA

Para curar-me, o feiticeiro
pintou tua imagem
no deserto:
areia de oiro -- teus olhos,
areia vermelha -- a tua boca,
areia azul para os cabelos,
e branca, branca areia, para as minhas lágrimas.

Pintou durante o dia, e tu
crescias como uma deusa
sobre a imensa tela amarela.
E pela tarde o vento dispersou
tua sombra colorida.

E, como sempre, na areia
nada ficou senão o símbolo das minhas lágrimas: areia prateada."

"Poenas dos Peles-Vermelhas" in Poesia Toda. Herberto Helder

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A propósito do Barroco, a arquitectura

 

 

Convento e Igreja Madre de Deus ( Museu Nacional do Azulejo )

O Convento da Madre de Deus situa-se em Xabregas, na zona oriental de Lisboa, mandado construir pela Rainha D. Leonor em 1509, albergando hoje o interessante Museu Nacional do Azulejo.

A construção inicial do século XVI foi muito destruída com o grande terramoto de 1755, sendo o edifício actual o resultado de alguns trabalhos de restauro e conservação ao longo dos séculos.
A bonita Igreja alberga um interessante Portal Manuelino com os brasões do rei D. João II e de D. Leonor, contudo o corpo da Igreja data já do século XVIII, encontrando-se revestida por azulejos barrocos azuis e brancos e decorada com talha dourada.
O Convento alberga ainda a bonita Capela Árabe, com um tecto mudéjar de grande beleza.

O Museu Nacional do Azulejo representa a importância desta arte na cultura, arte e arquitectura Portuguesa, que desde cedo reconheceu a utilidade e beleza estética deste material, aperfeiçoando a sua técnica de conhecimentos já ancestrais. Fundado em 1980, alberga alguns dos mais significativos exemplares da azulejaria nacional, desde o século XV até aos nossos dias.
A visita ao Museu compreende a visita ao espaço conventual, incluindo claustros, igreja e capela.
Obras de artistas como Júlio Barradas, Maria Keil, Júlio Pomar, Cargaleiro, Querubim Lapa, entre muitos outros, expõem-se, com orgulho lado a lado com painéis antigos e históricos, como o da representação da Lisboa antes do grande terramoto de 1755.

O Museu Nacional do Azulejo promove ainda diversas actividades, como Mostra de Técnicas artísticas e artesanais, visitas guiadas e oficinas de pintura em azulejo por marcação, oferecendo também os serviços da Biblioteca especializada em azulejaria e cerâmica.
A completar, os serviços de restauração e cafetaria, com um aprazível espaço exterior.

in: http://www.guiadacidade.pt/pt/poi-convento-madre-de-deus-museu-nacional-do-azulejo-18025



Critérios gerais de avaliação da escola

http://www.antonioarroio.pt/docs/CriteriosAvaliacaoGerais.pdf

Critérios específicos da disciplina de Português

http://www.antonioarroio.pt/docs/dep_ll/CriteriosAvaliacaoPortugues_PLNMav2011.pdf

Sumários da semana de 3 de Outubro.

Audição de poemas de A. Caeiro e Walt Whitman de alguma forma relacionados com o universo de Vieira. 
Visualização de um vídeo (parte 2) sobre O Pe António Vieira.
Audição do início do Sermão de Sto António aos Peixes, registo de excertos, exercícios de leitura.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Nas Margens de Vieira: Leituras

"[...] E no entanto até aqui já não estamos no tempo em que a comprar nozes de coco vinha de vez em quando um mercador branco de piroga, e às vezes enganava-nos no preço, e outras vezes éramos nós que lhe comíamos as papas na cabeça; agora é a «Cocobello Corporation» que compra toda a apanha em bloco e impõe os preços, e nós somos obrigados a apanhar nozes a ritmos acelerados, com equipas que se alternam dia e noite para alcançar a produção prevista no contrato.[...]"
in:
"A tribo de olhos postos no céu", in: CALVINO, Italo. A Memória do Mundo. Lisboa. Teorema. 1977

"[...] O ar tem um valor inestimável para o Pele Vermelha, uma vez que todos os seres partilham um mesmo fôlego - o animal, a árvore, o homem, todos respiramos o mesmo ar.[...]"
in:
SEATTLE, et allii, A Alma do índio. Lisboa, Padrões Culturais Editora, 2008

"Uma criança perguntou O que é a erva?  trazendo-ma nas suas mãos cheias;
Como poderia responder-lhe? eu que não sei mais do que ela.[...]"
poema VI, in:
WHITMAN, Walt. Canto de Mim mesmo. Lisboa. Assírio & Alvim. 1992

"Bendito seja o mesmo sol de outras terras
Que faz meus irmãos todos os homens[...]"
pema XXXVIII, in:
CAEIRO, Alberto. Poemas. Lisboa. Edição Ática. 1979

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Calendário escolar

Ensinos Básico e Secundário

1.º Período
InícioEntre 8 e 15 de Setembro de 2011
Termo16 de Dezembro de 2011
2.º Período
Início3 de Janeiro de 2012
Termo23 de Março de 2012
3.º Período
Início10 de Abril de 2012
Termo8 de Junho de 2012 para o 6.º, 9.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade
15 de Junho de 2012 para o 1.º, 2.º, 3.º, 4.º, 5.º, 7.º, 8.º e 10.º anos de escolaridade

Interrupções letivas para os ensinos básico e secundário

InterrupçõesDatas
1.ºDe 19 de Dezembro de 2011 a 2 de Janeiro de 2012, inclusive
2.ºDe 20 a 22 de Fevereiro de 2012, inclusive
3.ºDe 26 de Março de 2012 a 9 de Abril de 2012, inclusive

http://www.min-edu.pt/index.php?s=white&pid=801

Estatuto do aluno

http://dre.pt/pdf1sdip/2010/09/17100/0386003879.pdf

Assiduidade e faltas

http://antonioarroio.crie.fc.ul.pt/file.php/212/Estatuto_do_Aluno_2010-2011_faltas.pdf